“Nunca deixas de ser mãe”: Aos 98 anos mudou-se para um lar para cuidar do filho de 80
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Inês Teixeira
- 3 ago, 20:30
Conhece a história de Ada Keating, a mulher que, aos 98 anos, mudou-se para um lar para continuar ao lado do filho.
Adoramos usar a internet para descobrir histórias de vida inspiradoras, acompanhar tendências e conhecer realidades diferentes das nossas. Ao longo dos últimos meses, já conhecemos jovens que vivem numa carrinha, famílias que transformaram contentores na casa dos seus sonhos, idosos que trocaram a cidade por uma cabana e até quem seja o único habitante de uma aldeia.
A história que te vamos contar hoje não envolve casas extravagantes nem um estilo de vida fora do comum, mas promete derreter até os corações mais resistentes.
Cruzámo-nos com um vídeo que voltou, recentemente, a circular nas redes sociais, apesar de ter sido gravado em 2017. Em poucos dias voltou a emocionar milhares de pessoas e a somar milhares de partilhas. Mas, sejamos sinceros, seria difícil que assim não fosse.
A história foi originalmente avançada pelo jornal britânico Liverpool Echo, em 2017, e tem como protagonista Ada Keating, uma mulher que, na altura da gravação, tinha 98 anos. Natural de Liverpool, tomou uma decisão inesperada: mudou-se para o mesmo lar onde vivia o filho, Tom Keating, na altura, de 80 anos.
Tom passou a residir no lar Moss View, em Huyton, em 2016, depois de começar a precisar de mais apoio devido a problemas de saúde. Nunca se casou e viveu toda a vida com a mãe. Quando Ada percebeu que as visitas lhe sabiam a pouco, decidiu mudar-se também para o lar para continuar a estar ao lado dele todos os dias.
A rotina dos dois rapidamente voltou a ser a de sempre. Jogavam jogos de tabuleiro, viam televisão juntos, conversavam durante horas e Ada fazia questão de passar pelo quarto do filho todas as noites para lhe desejar boa noite. Sempre que saía, Tom esperava ansiosamente pelo seu regresso.
Questionada sobre a razão que a levou a tomar esta decisão, Ada respondeu apenas: “Nunca deixas de ser mãe.”
É precisamente esta frase que explica porque o vídeo continua a emocionar tantas pessoas, quase uma década depois. Não sabemos o que aconteceu à família entretanto, mas a mensagem permanece intemporal. O amor de uma mãe não tem idade, não conhece distâncias e, para muitas, nunca deixa verdadeiramente de existir.
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