Se também és como nós e, quando queres sair para comer e experimentar um sítio novo, parece que é precisamente nessa altura que faltam as ideias e nunca se sabes bem onde ir, pode ser que tenhamos encontrado o lugar indicado.
Cruzámo-nos recentemente com um vídeo nas redes sociais publicado pela conta de Instagram Viajar em Portugal, página com conteúdo dedicado a restaurantes e viagens, com mais de 226 mil seguidores. O vídeo começa com a frase: “Ainda existem restaurantes assim. Ainda bem que não estão nos guias", o que nos deixou imediatamente curiosos.
O espaço apresentado é a Adega dos Cachos Verdes, situada em Bucelas. Segundo é explicado, “neste restaurante tu não escolhes nada. Não há menu.“
À chegada, apenas perguntam se existe algum alimento que não se consuma. De resto, a experiência fica nas mãos da casa. O vinho vem primeiro, um Arinto DOC Bucelas “Decreto 14676”, feito pelo proprietário e pela mulher na Quinta dos Cachos Verdes. Não há refrigerantes, apenas vinho ou água.
O menu varia diariamente e, no dia da visita do criador, foi servido coelho com alho, azeite e salsa, acompanhado de arroz basmati com cogumelos selvagens e batata frita na hora. A refeição terminou com uma tarte de maçã acabada de fazer. O valor, com entradas variadas, prato principal, sobremesa e café, foi cerca de 30 euros por pessoa.
Para além deste vídeo, acumulam-se inúmeras avaliações online que reforçam a reputação do espaço. Há quem destaque que “o gerente e chefe de sala transborda simpatia e amor ao que faz”, sublinhando que “a comida é simples, mas absolutamente maravilhosa, tornando-se "difícil não ficar fã do restaurante e de quem o conduz”. Outros descrevem a visita como “a melhor surpresa ao nível de experiência gastronómica”, falando de uma “energia fantástica” e de uma refeição de “comer e chorar por mais”. Entre os comentários, o restaurante é ainda apontado como “uma verdadeira pérola em Bucelas”.
No meio de tantos restaurantes onde escolhemos tudo ao detalhe, este aposta precisamente no contrário: confiar. Confiar em quem cozinha, em quem serve e no que chega à mesa. E talvez seja exatamente isso que o torna especial.
