Quem nunca teve um corte ou arranhão e, sem pensar duas vezes, foi embeber um algodão em água oxigenada para desinfetar uma ferida? Este gesto, para muitos, é quase automático. Mas será que faz sentido? A resposta pode surpreender.
A explicação para este hábito está no efeito visual imediato: a água oxigenada borbulha assim que entra em contacto com o sangue ou com a pele danificada, dando a sensação de que a ferida está a ser “desinfectada” a fundo. No entanto, não é mais do que uma reação química simples que nos engana.
A água oxigenada mata não apenas as bactérias, mas também as células saudáveis da pele que estão a tentar cicatrizar. O resultado? A cicatrização pode ser mais lenta e a ferida pode ficar mais vulnerável a infecções no longo prazo.
Então, o que devemos fazer em vez disso? A recomendação dos especialistas é simples e eficaz:
– Lavar a ferida com água corrente – de preferência morna – para remover sujidade e detritos;
– Usar sabão neutro nas áreas à volta da ferida, evitando esfregar diretamente dentro do corte;
– Aplicar, se necessário, um antisséptico suave (como Iodo povidona, conhecido como Betadine, ou soro fisiológico);
– Cobrir com um penso limpo e trocar regularmente até a ferida cicatrizar.
Este método protege as células que regeneram a pele e mantém a ferida limpa, sem recorrer a químicos agressivos que retardam a recuperação.
