Para muitos o maior objetivo pode ser sair da terra natal e ir viver para uma cidade grande. Para outros uma capital pode facilmente ser trocada por uma aldeia... Cátia Lucas, por exemplo, escolheu deixar a vida que tinha em Lisboa e mudar-se para a aldeia de Aigra Nova, no concelho de Góis. Já lá vive há cerca de quatros anos e não tenciona regressar ao caos da cidade.
"Se me perguntassem hoje se voltaria para Lisboa, não. Nem que me pagassem", contou ao Notícias de Coimbra, em entrevista. "Até porque estas cabrinhas e ovelhas não há lá", acrescenta. Mas como surgiu esta ideia de largar tudo?
Não foi uma decisão impulsiva, acabou por ser um processo natural e ligado à história da família de escuteiros, mas confessa que os "principais culpados" foram os pais que a levaram a acampar para esta aldeia aos 16 anos. "Foi amor à primeira vista. Sempre existiu este sonho de largar a cidade e viver no campo", explica. Com o tempo acabaram mesmo todos — pai, mãe e irmã — por mudar-se para esta aldeia no distrito de Coimbra.
Cátia estudou Turismo e Ambiente e, nos dias de hoje, aplica tudo o que aprendeu para dinamizar a aldeia onde vive. Criou, aliás, um rebanho comunitário depois dos incêndios de agosto de 2025 que afetaram o local. "Ficámos aqui a defender a aldeia e percebemos que o único rebanho existente corria o risco de desaparecer." Surgiu assim a "ideia de criar um rebanho comunitário".
Trata-se de um projeto que envolve preservação ambiental, turismo e atividades desde ordenhas a ateliers de queijo. Cada um destes detalhes acaba por ser pensado ao detalhe para garantir uma economia circular que seja benéfica para os locais.
Por isso, valeu a pena a mudança. É a própria que o diz. "A qualidade de vida aqui é incomparável. O ar puro, a natureza e, claro, estas cabrinhas e ovelhas fazem toda a diferença. A vida em Aigra Nova é única — e eu não podia estar mais feliz".
Espreita a galeria para veres algumas das aventuras de Cátia na aldeia.
