Todos os dias ouvimos ou lemos histórias de pessoas que fazem coisas impressionantes, como quebrar um recorde mundial ou algo ainda mais inacreditável, como escalar um arranha-céus de 101 andares sem cordas. Alex Honnold fez precisamente isso.
No passado domingo, 25 de janeiro, o atleta norte-americano, conhecido por escalar, sem cordas, montanhas e precipícios, escalou um dos edifícios mais altos do mundo, o Taipei 101, em Taiwan. É, aliás, o primeiro atleta no mundo a conseguir o feito de trepar este arranha-céus, com 508 metros de altura, explica a CNN Internacional.
Demorou apenas uma hora e 31 minutos a chegar ao topo do prédio, onde foi recebido pela sua esposa, Sanni McCandless. Depois, em conferência de imprensa disse: "É incrível, tenho a certeza de que vou ficar radiante durante dias, é fantástico". "Passas tanto tempo a pensar nisto e a imaginar que é possível, mas depois, quando realmente o fazes, é sempre diferente", acrescentou.
Honnold já estava a planear escalar este edifício há mais de uma década e só o conseguiu fazer agora com a ajuda da Netflix que fez uma live-stream da escalada.
Quem é Alex Honnold?
É uma figura reconhecida na comunidade de escalada há quase duas décadas. Começou a ganhar mais destaque quando tinha cerca de 20 anos pelas suas escaladas em modo free solo (o termo usado para descrever escaladas sem cordas ou qualquer outro tipo de equipamento) em locais desafiadores.
Foi, aliás, a primeira pessoa a escalar desta forma a El Capitan, uma formação rochosa vertical de quase 900 metros no Parque Nacional de Yosemite, nos Estados Unidos, em 2017. Conquista que está em destaque no Free Solo que recebeu o Oscar de Melhor Documentário em 2019.
Para além das suas conquistas no mundo da escalada, o atleta conseguiu transformar o seu sucesso em impacto, criando a Honnold Foundation, em 2012. Trata-se de uma fundação que tem como objetivo dar acesso à energia solar a comunidades vulneráveis, incluindo em algumas das regiões mais remotas do mundo.
Este trabalho já ajudou a levar "energia limpa a mais de 650 mil pessoas em mais de 30 países — além de empregos, acesso a cuidados de saúde, redução nas contas de serviços públicos, resiliência climática, conquistas em conservação e muito mais", lê-se no Instagram da fundação.
