Alzheimer | Fotografia: Pexels
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Descoberta cura para o Alzheimer? Novo medicamento promete revolucionar tratamento

O Alzheimer é uma das doenças mais prevalentes atualmente, e tudo indica que há uma nova forma de travar uma das possíveis causas. Agora falta apenas um passo para que chegue ao mercado.

Um grupo de cientistas da Universidade Federal do ABC (UFABC), no Brasil, pode ter dado um passo decisivo na luta contra a doença de Alzheimer. A equipa desenvolveu um novo composto químico que, pela sua simplicidade, eficácia e baixo custo, promete abrir uma nova frente terapêutica contra uma das doenças neurodegenerativas mais desafiantes da atualidade. 

O estudo, publicado no Sci Tech Daily, começou com simulações computacionais (in silico), passou para testes em culturas de células (in vitro) e chegou, por fim, aos testes em animais (in vivo). Em todas as fases, os resultados foram positivos. Agora, o próximo passo, é conseguir parceiros na indústria farmacêutica para avançar para ensaios clínicos em humanos, etapa necessária para transformar o composto num tratamento disponível no mercado.

A doença de Alzheimer caracteriza-se, entre outros factores, pela acumulação de placas de beta-amiloide no cérebro, placas que se formam quando fragmentos de proteínas se juntam entre neurónios, causando inflamação e prejudicando a comunicação neural.

O novo composto desenvolvido na UFABC não atua sobre os sintomas, mas sim sobre uma das possíveis causas: o cobre. Segundo as investigações da última década, o cobre desempenha um papel importante na formação das placas, pelo que alterações genéticas e enzimáticas podem levar ao seu acúmulo no cérebro, favorecendo o seu agrupamento.

Com isto em mente, a equipa brasileira criou moléculas capazes de atravessar a barreira hematoencefálica e extrair cobre das placas beta-amiloide. 

“Assim, a regulação do equilíbrio do cobre tem-se tornado um dos focos de tratamento para a doença de Alzheimer”, explica Giselle Cerchiaro, investigadora e coordenadora do estudo.

Atualmente, os tratamentos para Alzheimer são limitados e, muitas vezes, caros e complexos, no entanto, o novo medicamento pode vir a revolucionar o mercado.  

“É uma molécula extremamente simples, segura e eficaz. Muito mais barata do que os medicamentos disponíveis”, celebra a investigadora. 

Se os resultados se repetirem em pessoas tal como se regista nos animais, poderemos estar perante uma das abordagens terapêuticas mais promissoras dos últimos anos.

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