Casa | Fotografia: Ricardo Bravo
Casa | Fotografia: Ricardo Bravo
Design e Artes

Comprar casa nova ou reabilitar?

Vera Sanches Osório, da Architect Your Home, assina este artigo de opinião sobre as vantagens e desvantagens de comprar uma casa nova ou de reabilitar uma mais antiga.

Vera Sanches Osório - Architect Your Home | Fotografia: D.R.

É uma das primeiras perguntas que surge quando alguém decide que está na altura de ter casa própria: vale mais a pena comprar uma casa nova ou reabilitar uma antiga? Não há uma resposta única, e é normal sentir alguma confusão no início. Cada caso tem os seus prós e contras - e, mais do que isso, cada pessoa tem necessidades e formas diferentes de viver num espaço.

Comprar um apartamento ou moradia nova costuma parecer mais simples. As casas estão finalizadas, modernas, com acabamentos neutros que a maioria das pessoas gosta. Há a ideia de que é “chave na mão” e que se evita dores de cabeça.

É uma opção boa para quem quer praticidade e está com pouco tempo ou disponibilidade mental para acompanhar um processo de obra. Pensa-se que a casa não terá problemas, infiltrações, questões estruturais, entre outras.

Contudo, é bom ter em conta que a oferta no mercado novo tende a ser mais genérica, com menos margem para adaptar o espaço ao modo de vida de quem lá vai morar. Muitas vezes, o que parece funcional à primeira vista acaba por não ser assim tão adequado no dia-a-dia.

Reabilitar uma casa antiga, por outro lado, é entrar noutro tipo de processo. Dá mais trabalho, sim - há mais decisões a tomar, mais detalhes a gerir, mais tempo até chegar ao resultado final. Este processo pede acompanhamento, para se saber o que pode ou não ser feito, evitar surpresas de obra, gerir prazos e orçamentos.

Mas também há muito mais espaço para criar algo com mais identidade, com alma, com carácter. Ao fazer uma reabilitação estamos a personalizar os espaços, enquanto que numa casa já pronta as ideias foram pensadas para um público em geral.

Na reabilitação há outra vantagem que nem sempre se valoriza no início: muitas casas antigas têm áreas maiores e um preço por metro quadrado mais acessível. Ou seja, pode ser possível ter mais espaço, por menos dinheiro.

Para além disso, há algo muito especial no acto de reabilitar. É um trabalho de escuta do espaço, da sua história e dos materiais que já lá estão. Muitas casas antigas têm elementos que hoje seriam impensáveis em construção nova: pavimentos em madeira maciça, cantarias em pedra, azulejos pintados à mão, portadas interiores, tectos altos, molduras decorativas, clarabóias. Há valor nestes detalhes, mesmo quando estão escondidos ou danificados pelo tempo.

A reabilitação permite recuperar essa herança - não como uma cópia do passado, mas como ponto de partida para um espaço novo, funcional e adaptado ao presente. Cada projecto torna-se único, precisamente porque parte de uma base diferente. Nenhuma casa é igual à outra, e isso reflete-se na vivência do dia-a-dia.

Não há escolhas certas ou erradas - há escolhas mais alinhadas com o momento, com o estilo de vida, com o tipo de relação que se quer ter com a casa. E às vezes, tudo o que falta é uma conversa para perceber qual o caminho que faz mais sentido seguir.

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