Viana - Carla Cabanas (1)
Viana - Carla Cabanas (1)
Design e Artes

O que se passa pelas ruas de Viseu? E pelas de Coimbra? Observa com atenção

No ritmo apressado do quotidiano urbano, sete cidades portuguesas convidam a observar... uma inesperada galeria a céu aberto. Anota as cidades por onde deves passar.

A arte de rua tem vindo a afirmar-se como uma das formas mais democráticas e acessíveis de expressão artística, rompendo com as barreiras institucionais dos museus e galerias ao tornar a arte acessível aos olhos de todos. 

É neste contexto que a P28 – Associação para o Desenvolvimento Criativo e Artístico apresenta a nova edição do OUTDOOR 2026, uma mostra de arte que ocupa painéis publicitários de grande formato em sete cidades portuguesas – Viana do Castelo, Viseu, Coimbra, Lisboa, Setúbal, Évora e Faro – por onde as obras vão circular em regime rotativo mensal.

Entre os dias 1 de abril e 31 de outubro, sete artistas – Carla Cabanas, Félix Mula, Inês Botelho, Joana Ramalho, José Pedro Croft, Martinha Maia e Rodrigo Bettencourt – apresentam as suas obras em outdoors de dimensão ampliada (8x3 metros), transformando dispositivos habitualmente associados à publicidade em espaços de mostra artística.

Criado em 2012, o OUTDOOR tem vindo a afirmar-se como um formato singular no panorama artístico português, contando ao longo dos anos com a participação de artistas de renome como Jorge Molder, Pedro Cabrita Reis e Jeff Koons. Esta continuidade reforça a relevância do projeto enquanto plataforma de difusão da arte contemporânea em espaço aberto.

Cada cidade acolhe então um artista específico, em locais estratégicos. Toma nota dos locais por onde deves passar. 

– Viana do Castelo, Estrada do Cabedelo (Rotunda do Cabedelo): Carla Cabanas (Lisboa, 1979) desenvolve um trabalho centrado no alargamento das fronteiras do meio fotográfico e nas questões da memória coletiva; 

– Viseu, Avenida da Europa, (junto à Fonte Cibernética): Félix Mula (Maputo, 1979) trabalha entre fotografia, vídeo e instalação, articulando práticas artísticas com experiências vividas. É docente no Instituto Superior de Artes e Cultura e foi distinguido com o Prémio Novo Banco Photo em 2016; 

– Coimbra, Mercado Municipal Dom Pedro V: Joana Ramalho (Lisboa, 1990) apresenta um trabalho marcado pela relação entre pintura, desenho e escrita, explorando a expressividade da caligrafia. Expõe regularmente desde a década de 2010 e integra a equipa artística da P28;

– Lisboa, Largo Marquês de Angeja, Belém: Martinha Maia (São Mamede do Coronado, 1976) desenvolve trabalho em desenho, instalação e performance, com exposições regulares em Portugal e no estrangeiro;

– Setúbal, Rua da Cevedeira com a Avenida da Bela Vista: José Pedro Croft (Porto, 1957) é uma das figuras centrais da arte contemporânea portuguesa. Com um percurso consolidado desde os anos 1980, representou Portugal na Bienal de Veneza em 2017 e integra importantes coleções públicas e privadas;

– Évora, Avenida Túlio Espanca (entrada pela N114): Rodrigo Bettencourt (Lisboa, 1969) dedica-se sobretudo à fotografia, explorando contextos institucionais e museológicos. Paralelamente, exerce atividade como conservador-restaurador e docente;

– Faro, Avenida Calouste Gulbenkian: Inês Botelho integra também esta edição, contribuindo para a diversidade de linguagens artísticas que caracterizam o projeto.

Mostramos a essência do projeto na galeria de imagens. 

Coolhunting

A revolução silenciosa no mundo dos ténis cool produzidos em Portugal

E se caminhar pudesse ser tão natural como andar descalço? Um novo modelo de calçado produzido em Portugal propõe essa experiência. É da francesa Veja.

Design e Artes