Parasita em peixes como atum ou salmão é perigoso? Especialista desmistifica com regras de ouro
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Rafaela Simões
- 8 jul, 11:38
Há um parasita que pode estar presente em qualquer peixe do mar, incluindo no atum ou salmão. Contudo, há formas de garantir a segurança alimentar.
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Quando se fala de peixe em Portugal, há dois protagonistas que rapidamente vêm à cabeça: o bacalhau, presença obrigatória na gastronomia nacional, e a sardinha, sobretudo na época dos Santos Populares e nas tradicionais conservas. Ainda assim, outros peixes, como o atum, também ocupam um lugar importante na alimentação dos portugueses.
Contudo, com a popularidade crescente do peixe cru da cozinha asiática, também aumentam as dúvidas sobre a sua segurança alimentar. E é precisamente sobre esse tema que Santiago González, tecnólogo alimentar e digital influencer nas redes sociais, quis esclarecer alguns mitos.
O especialista explica que o principal motivo pelo qual se recomenda congelar o peixe antes de o consumir cru é a possibilidade de conter anisakis, um parasita marinho capaz de provocar uma infeção no organismo. E não, não é algo exclusivo do atum ou do salmão em sushi ou sashimi.
"Todos os peixes do mar podem ter anisakis", refere o tecnólogo, esclarecendo que a probabilidade varia de espécie para espécie. Em contrapartida, os peixes provenientes de aquacultura não apresentam este risco, uma vez que o parasita não está presente neste tipo de produção.
O especialista recorda que, na maioria das situações, consumir peixe cru em restaurantes não representa qualquer problema, uma vez que os estabelecimentos cumprem as normas de segurança alimentar, incluindo a congelação obrigatória quando aplicável.
No entanto, quando o parasita consegue penetrar na parede intestinal, os sintomas podem incluir dores abdominais intensas e vómitos. Em casos mais raros, pode desencadear uma reação alérgica significativa, que poderá mesmo impedir o consumo de peixe cru no futuro.
Para reduzir ao mínimo qualquer risco, Santiago González deixa três recomendações simples:
– Comprar peixe devidamente eviscerado;
– Congelar o peixe durante, pelo menos, 48 horas antes de o consumir cru;
– Cozinhá-lo bem quando não for servido cru, prestando especial atenção às zonas mais espessas, como a barriga do peixe.
A mensagem final do especialista é clara: o atum não deve ser visto como um dos peixes mais problemáticos no que diz respeito ao anisakis. O segredo continua a ser seguir boas práticas de manipulação e preparação, permitindo desfrutar deste peixe com toda a segurança, seja numa posta grelhada, numa salada ou numa refeição de sushi.
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