Nos últimos dias, várias notícias em Portugal chamaram a atenção para um esquema online que vendia óleo alimentar comum como se fosse azeite virgem. As autoridades alertaram para a facilidade com que alguns vendedores conseguem enganar consumidores através de rótulos pouco claros, fotografias apelativas e preços demasiado bons para serem verdade. O caso voltou a colocar uma pergunta simples no centro da conversa: como reconhecer um azeite de qualidade?
Ora há um detalhe discreto que muitas pessoas ignoram, mas que pode dizer muito sobre o produto que está dentro da garrafa: a data de colheita das azeitonas.
A maioria das garrafas de azeite apresenta apenas a data de validade o que, à primeira vista parece suficiente, mas essa informação pode ser enganadora. A validade é normalmente calculada a partir do momento do engarrafamento, e não da colheita da azeitona. Ou seja, um azeite pode ter sido produzido com azeitonas já colhidas há bastante tempo.
É por isso que alguns produtores, sobretudo os que apostam em qualidade superior, incluem no rótulo algo como “Colheita 2024/2025”. Esta indicação revela o ano agrícola em que as azeitonas foram apanhadas e transformadas em azeite e, quanto mais recente for a colheita, melhor tende a ser o azeite (idealmente consumir até 12–18 meses após a colheita).
Quando um produtor faz questão de indicar a data da colheita, está também a comunicar confiança: mostra que o azeite é recente e que não tem nada a esconder.
Claro que a data de colheita não é o único indicador de qualidade. Termos como azeite virgem extra, níveis de acidez mais baixos e referências à extração a frio também são pistas importantes. Contudo, a presença da data de colheita tornou-se um detalhe cada vez mais valorizado por consumidores atentos.
Toma atenção quando fores ao supermercado e encontrares as garrafas de azeite que mostramos na galeria de imagens.
