QG Atelier Bar
QG Atelier Bar
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A história do bar mais íntimo de Lisboa, criado por pai e filha

É um bar único, com serviço personalizado e entregue por quem tem vasta experiência no mundo dos cocktails. Eis a história do bar que está no seio da família Lemos.

Portugal pode ser um país de vinhos, mas cada vez mais está atento ao mundo dos cocktails. Fazem parte dos finais de tarde, suscitam curiosidade a quem procura mais do que os clássicos e são razão de encontros. E alguns desses encontros têm lugar no QG Atelier Bar, na zona do Príncipe Real, em Lisboa. 

A aventura começou em maio de 2024 e desde então que este “quartel-general”, iniciais que dão nome ao espaço, serve cocktails, e,  inevitavelmente, mocktails que seguem as tendências. A chave do QG Atelier Bar é escutar quem entra, interpretar cada personalidade e apresentar, de acordo com isso, a bebida que mais combina com cada cliente.

É uma arte que começou a ser estudada por Ricardo Lemos, bartender old school, em cidades como Paris, no emblemático New Morning, em Nova Iorque, também no Brasil, onde passou por casas como Malaika e o Café Matisse, e ainda no Quintal dos Açores, em Santo António.

De volta a Portugal, Ricardo e a filha, Lívia Lemos, decidiram ter um espaço só deles, onde os cocktails são os protagonistas de uma fusão entre a arte da coquetelaria e o ócio de quem quer desfrutar de um cocktail à sua medida.

Em entrevista aos fundadores, revelamos tudo sobre aquele que é conhecido como o bar mais íntimo de Lisboa.

Ricardo e Lívia Lemos, fundadores do QG Atelier Bar

Por que razão o QG Atelier Bar é diferente de qualquer outro? 

O QG nasceu de um encontro de vidas e de vontades. A minha filha, Lívia, empreendedora nata, viu em mim não apenas um bartender old school, mas também um artista plástico, e teve a intuição certeira de que podíamos criar algo juntos. A ideia era transformar um antigo restaurante num espaço que respirasse arte e, em apenas quatro meses, conseguimos concretizar essa visão. Foi um processo tão intenso e criativo como esculpir uma obra: cada detalhe, cada decisão foi tratada com o mesmo cuidado de quem molda uma escultura. No fim, tínhamos não só um bar, mas um palco pronto para receber encontros, histórias e emoções. O QG é isso: um ateliê onde a arte de bem receber se funde com a coquetelaria, num ambiente que é, por si só, uma peça única.

Num tempo em que a coquetelaria parece cada vez mais técnica e visual, como mantêm o foco na empatia e na relação humana?

A minha prioridade enquanto bartender sempre foi cuidar de quem se senta ao balcão. Acredito que o bar deve ser um espaço de acolhimento, um lugar onde cada pessoa é recebida como única e com total atenção. Desde o sorriso inicial até ao momento em que preparo o cocktail, tudo é pensado com esse cuidado. O tempo que levo a preparar uma bebida não é um intervalo qualquer: é precisamente nesse tempo que se constrói a empatia, a escuta, a sintonia entre quem serve e quem é servido. Cada cocktail é feito artesanalmente, sem pressas, e isso permite criar uma ligação emocional com o cliente, algo que considero essencial.

 

Os mocktails sugiram em casa com Ricardo a preparar bebidas sem álcool para os seus filhos. Na altura imaginava que se tornassem um dia numa das principais tendências da área? 

Nos anos 90, quando comecei, a carta de cocktails era muito limitada. E as opções sem álcool eram quase inexistentes, no máximo uma versão “virgem” de um mojito ou de uma piña colada. Quando abri o meu primeiro bar, em 1997, os meus filhos frequentavam o espaço e sentavam-se ao balcão com outros miúdos. Era comovente ver o encanto deles pelos copos coloridos e bem decorados que os adultos recebiam, enquanto a única alternativa que lhes era oferecida era um refrigerante ou um sumo. Foi aí que criei uma carta especial de cocktails infantis com chocolates, caramelos, decorações lúdicas, pensada especialmente para eles. Hoje, os chamados mocktails ganharam estatuto e são fundamentais em qualquer carta bem pensada. A coquetelaria contemporânea valoriza cada vez mais essa criatividade sem álcool, permitindo que todos, independentemente da idade ou escolha, possam brindar com algo especial.

Da iluminação à banda sonora, que características contribuem para uma experiência sensorial completa do QG?

O QG é, acima de tudo, uma extensão do meu percurso enquanto artista. As paredes, as esculturas, os painéis, as colagens, tudo ali foi criado por mim. Mas mais do que expor arte, o QG convida a vivê-la. É um espaço onde se despertam sensações, se provocam emoções e se promovem encontros. Como qualquer ateliê, é um lugar de criação constante de cocktails, de amizades, de memórias. O que oferecemos, eu e a Lívia, é uma experiência familiar, fraterna e genuína. O QG é o nosso quartel-general, mas também é casa para quem entra com o coração aberto.

QG Atelier Bar
Localização: Calçada engenheiro Miguel Pais, 3b – Príncipe Real, Lisboa

 

Telefone: +351 911 810 881

 

Instagram: @qgatelierbarlx

 

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