As rugas são uma das principais preocupações quando falamos nos sinais de envelhecimento, mas há fatores relevantes, quando falamos de envelhecer bem. Mais do que a estética, importa envelhecer com saúde e é aqui que entra um segredo e não um creme antirrugas.
Um estudo publicado em agosto de 2024 no Scandinavian Journal of Medicine & Science in SportsTrusted Source concluiu que a flexibilidade está associada a menores taxas de mortalidade em homens e mulheres de meia-idade.
A investigação envolveu mais de 3 mil participantes com idades entre os 46 e os 65 anos, submetidos a um teste de flexibilidade corporal, denominado Flexindex. Depois de acompanhados durante mais de 12 anos, os resultados dizem o seguinte: as mulheres são as que têm maiores indices de flexibilidade quando comparadas com os homens e é também no sexo feminino que se regista uma menor taxa de mortalidade na última década.
Estes dados significam que a flexibilidade é uma parte importante da longevidade, uma vez que está associada a uma melhor mobilidade e à redução de dores nos músculos e articulações, dizem os cientistas.
Tal é indicado não só no recente estudo escandinavo, como em outros, incluindo numa investigação publicada no Journal of the American Geriatrics Society, que mostra que idosos com melhor flexibilidade e equilíbrio têm um risco significativamente menor de quedas.
Também a Harvard Medical School diz que a flexibilidade mantém os músculos mais elásticos e as articulações mais lubrificadas, ajudando a prevenir doenças como artrite e osteoporose. Harvard acrescenta ainda que uma boa flexibilidade ajuda na redução dos níveis de cortisol (hormona do stress), evitando assim o envelhecimento precoce e doenças como Alzheimer e diabetes tipo 2.
Há melhores razões para alongar diariamente ou praticar ioga? Segundo a ciência, parece-nos que não. Mostramos na galeria de imagens dezenas de alongamentos que podes fazer em casa ou nas pausas do trabalho.
