A prática desportiva está a mudar. Já não queremos apenas praticar desporto, queremos associá-lo a uma boa dose de convívio e diversão (e porque não algum romance). Não é por acaso que o padel é mais conhecido pelo final da prática que acaba em rodadas de cervejas, os running clubs que passaram a funcionar como uma espécie de encontros amorosos, e as novas aulas de ginásio que se parecem mais com uma discoteca do que com um lugar para sofrer pelo bem da saúde.
Mas as opções não se ficam por aqui e a VERSA foi testar uma delas.
O despertador toca às 7h em ponto e equipamo-nos para sair de casa em direção ao novo estúdio The Reformer Lab Amoreiras. O nome Reformer já nos era familiar, uma vez que diz respeito às máquinas de pilates que a VERSA tinha experimentado anteriormente no The Reformer Lab Santos, conceito fundado por Isabella Solal-Céligny na zona de Santos, em Lisboa.
Mas o que nos levou até ao novo estúdio não foi o pilates (ainda que exista). Foi a Barre Tone Lab, uma aula de ritmo médio, que combina treino de força, cardio e consciência corporal, sendo desenhada para esculpir e tonificar, além de aumentar a flexibilidade e melhorar a resistência, "tudo isto sem sobrecarregar as articulações", explicam.
Antes de avançarmos, temos antes de falar no conceito barre. É uma modalidade de exercício físico inspirada no ballet, que usa a barra para exercícios de apoio e equilíbrio, combinando também elementos de pilates, ioga e treino funcional. Mas quando a isto se junta o modo Tone, tudo muda.
Às 7h30 estamos então prontos a começar a aula de Barre Tone Lab e esperávamos que tudo começasse com uma música clássica, semelhante à do tradicional ballet, quando nos apercebemos que o ritmo é outro. Nesta sessão, serve-se um suave funk, músicas brasileiras pop e outros sucessos internacionais do momento. É, no fundo, o tipo de música que nunca imaginámos para começar a manhã.
Desta aula tiramos várias lições e nenhuma foi saber como rodopiar em pontas.
– Nunca subestimem uma aula de barre, em particular a Barre Tone Lab do The Reformer Lab, que nos leva a outro nível de dor, aquela que no final nos deixa com uma sensação de dever cumprido;
– A música é o maior incentivo da aula, já que às 7h30 é como se estivéssemos numa espécie de concerto funk com Pe-d-ro Sam-pa-i-o-Vai! A playlist pode mudar conforme o instrutor, só não mudam os árduos e eficazes agachamentos com os pés em ponta;
– A barra é realmente um grande apoio e em alguns exercícios sentimo-nos mesmo a fazer ballet, com a vantagem de cada exercício ser focado na tonificação e não numa coreografia;
– A instrutora, a maior energia da sala, é essencial para adotarmos as posturas mais corretas e sairmos sem dores além daquelas que é suposto ficarem nos músculos trabalhados na sessão de 45 minutos.
Tal como o primeiro estúdio, o The Reformer Lab Amoreiras tem balneários com cacifos e equipamentos Dyson e também bebidas e barras funcionais no Wellness Coffee Shop.
Para ter acesso aos diferentes espaços The Reformer Lab há variados packs e pacotes de subscrição disponíveis. A título de exemplo, aulas a vulso custam €35, ou €75 no caso de uma aula privada, os packs começam nos €95 (três aulas), e as mensalidades começam nos €90 por mês (com uma aula por semana).
