Cremes, tónicos, contornos de olhos, séruns... nas indústria da beleza há uma vasta oferta para cada tipo de necessidade que nos permite criar uma rotina de cuidados de pele mais ou menos rigorosa. Muitas vezes achamos que para ver resultados temos de incluir todos os produtos, quando, afinal, não é bem assim.
"E... o sérum?": esta é uma das questões mais frequentes em consulta, segundo a médica especializada em Medicina Estética Margarida Mont’Alverne. Quando se fala de skincare, muitas pessoas "acreditam que é preciso um sérum, só por ser um sérum, e na verdade não", afirma a especialista, que explica a verdadeira função deste produto.
"O sérum só faz sentido se quisermos ter algum ativo específico que está nesse sérum, mas também podemos ter esse ativo através de um creme ou loção", refere e dá um exemplo simples. Pensemos em água: se estiver dentro de um copo (que seria um sérum) ou dentro de uma garrafa (um creme, por exemplo), será sempre água, a única diferença é o veículo através do qual a água chega ao organismo.
Segundo Margarida Mont’Alverne devemos tomar principalmente atenção aos ativos de que a pele precisa. Se for retinol, existe em séruns, cremes ou óleos, tal como acontece com outros ingredientes; do ácido hialurónico à vitamina C, que podem ser incluídos na rotina de pele de diversas formas e não necessariamente sob a forma de sérum.
