A história por detrás do picotado das bolachas de água e sal
A história por detrás do picotado das bolachas de água e sal
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Está desvendado o mistério sobre as bolachas de água e sal

Há anos que comemos bolachas de água e sal, sem nunca nos questionarmos sobre o seu formato. Mas sabias que tem uma história? Revelamos tudo.

Há gestos tão automáticos que raramente nos detemos a pensar neles. Colocar uma bolacha de água e sal no prato, pousar por cima uma fatia de queijo e, se for preciso, partir um pedaço do queijo recorrendo ao relevo serrilhado que contorna a bolacha. Simples. Prático. Quase intuitivo.

Mas será que aquele “picotado” à volta da bolacha foi mesmo pensado para ajudar a cortar o queijo?

A resposta curta é: não exatamente. Já a longa leva-nos aos bastidores da indústria alimentar.

As bolachas de água e sal, tal como as conhecemos hoje, descendem dos crackers populares no mundo anglo-saxónico, como os produzidos pela norte-americana Nabisco desde o século XIX. A sua criação estava ligada à necessidade de produzir um alimento seco, durável e fácil de transportar.

O rebordo ondulado ou serrilhado não surgiu para servir de “faca improvisada”, mas sim como consequência do processo de corte da massa. As máquinas industriais utilizam rodas metálicas dentadas para separar cada bolacha da folha contínua de massa. Essas rodas deixam precisamente o tal acabamento ondulado.

Ou seja: o picotado é, antes de mais, uma assinatura mecânica.

Então, mas... e os furinhos no centro? Esses sim têm uma função técnica clara. Chamam-se “dockers” e servem para evitar que a massa forme bolhas de ar durante a cozedura. Ao permitir a saída do vapor, garantem que a bolacha fica fina, estaladiça e uniforme. Sem esses furos, teríamos bolachas inchadas e irregulares, logo, menos práticas para empilhar, conservar e, claro, acompanhar com queijo.

Em resumo, não, o relevo no rebordo não serve mesmo para partir queijo, no entanto, a cultura gastronómica apropriou-se do detalhe técnico e deu-lhe uma nova utilidade.

O rebordo ondulado pode, de facto, ajudar a “marcar” queijos mais macios, como um amanteigado ou um queijo fresco, facilitando a divisão em pequenas porções. Mas, dificilmente, substituirá uma faca quando falamos de queijos curados ou mais duros.

É um exemplo curioso de como o design industrial pode ganhar novos significados à mesa.

Se ficaste com fome, mostramos várias bolachas de água e sal na galeria de imagens. 

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