Por que razão há peles que bronzeiam mais do que outras?
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Rafaela Simões
- 20 jun, 04:12
Cada pele é uma pele e há umas que bronzeiam num espaço de horas e outras que precisam de dias ou, no sentido inverso, de minutos para ficarem vermelhas. Eis a explicação para estas reações.
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Com a chegada do verão, multiplicam-se os dias passados ao ar livre, os mergulhos na praia e as horas de exposição ao sol. E, apesar de todos os alertas dos especialistas, continua a ser frequente ver muitas pessoas a apanhar sol precisamente nas horas de maior calor e intensidade dos raios ultravioleta (contra todos os avisos do Instituto Português do Mar e da Atmosfera) só para ter uma pele bronzeada.
E aqui surge uma questão: por que razão algumas pessoas ficam bronzeadas ao fim de poucas horas e outras ao fim de alguns dias e outras ainda precisam de poucos minutos para ficar com a pele vermelha ou sofrer queimaduras solares?
Antes de mais, importa lembrar que não existe um bronzeado verdadeiramente saudável obtido através da exposição solar. Na realidade, o bronzeado é um mecanismo de defesa da pele perante a agressão provocada pelos raios UV. A única forma de conseguir uma pele bronzeada sem exposição solar é através dos autobronzeadores.
Ainda assim, é impossível ignorar a curiosidade: porque é que há pessoas que bronzeiam tão facilmente e outras parecem incapazes de ganhar cor?
A resposta está no fototipo, uma classificação usada para descrever como a pele reage à exposição solar e que tem em conta a cor da pele, dos olhos e do cabelo.
Existem inúmeros tons de pele, desde as mais claras até às mais escuras, e esta diversidade resulta da quantidade e do tipo de melanina que cada pessoa produz, algo que é determinado sobretudo pela genética. A melanina é o pigmento responsável pela cor da pele e também pelo bronzeado.
Por isso, uma pessoa com pele muito clara dificilmente conseguirá atingir o mesmo tom dourado de alguém com um fototipo mais elevado. Da mesma forma, a tolerância ao sol e a predisposição para sofrer queimaduras solares também variam consoante o fototipo.
É precisamente esta diferença que explica porque é que, perante a mesma quantidade de exposição solar, algumas pessoas desenvolvem um bronzeado uniforme, enquanto outras ficam rapidamente com a pele avermelhada e sensibilizada.
Mas a genética não explica tudo. Uma pele desidratada, sensibilizada ou com a sua função barreira comprometida tende a bronzear de forma menos uniforme e perde luminosidade mais rapidamente. A hidratação, a integridade da barreira cutânea e a capacidade antioxidante da pele também influenciam a forma como esta reage à radiação solar.
Mais do que procurar um bronzeado intenso, a tendência atual passa por privilegiar uma pele luminosa, uniforme e com aspeto saudável. E, para isso, a preparação prévia da pele é fundamental. Deixamos, por isso, na galeria de imagens, várias propostas de protetores solares para te protegeres do sol este verão.
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