O universo do haircare em Portugal está prestes a mudar. Tudo graças à marca Moncho Moreno, que nasceu durante a pandemia da COVID-19 e que se tornou um sucesso em Espanha. Foi criada por Moncho Moreno, hairstylist espanhol com um percurso profissional notável e colaborações com Chanel, Armani ou Dior, e também pela sua mulher e CEO da marca, Berta Martín.
Ambos desenharam uma marca que, mais do que produtos de cabelo que respondem a preocupações reais, oferece produtos com critérios profissionais. E há um pormenor que se destaca: a patente M28, tecnologia que vai mais além e atua profundamente no cabelo.
A Moncho Moreno vem assim dar resposta aos consumidores mais exigentes, mas também àqueles que procuram eficácia sem complicações.
Em entrevista à VERSA, o hairstylist espanhol Moncho Moreno fala sobre a proposta da marca que acaba de chegar a Portugal.
Moncho Moreno nasceu durante um dos períodos mais desafiantes das últimas décadas ─ a pandemia. O que o motivou a avançar com o projecto num contexto tão incerto?
A pandemia obrigou-nos a parar e a repensar o que realmente importa. Para mim, foi o momento de materializar uma ideia que vinha a desenvolver há anos: criar uma linha que resolvesse preocupações reais com o cabelo, com critérios profissionais. Mesmo num período tão incerto, a necessidade de produtos eficazes e de confiança tornou-se ainda mais evidente. Essa clareza, e o apoio da minha mulher, que trouxe todo o seu conhecimento empresarial alinhado com a visão, motivou-me a avançar.
A sua carreira inclui colaborações com casas de moda icónicas como Chanel, Armani e Dior. Como é que essa experiência internacional influenciou a filosofia por detrás dos produtos Moncho Moreno?
Trabalhar com grandes casas de moda ensina-nos duas coisas fundamentais: precisão e consistência. Aprende-se a respeitar a integridade do cabelo, a compreender como os produtos se comportam em condições exigentes e a nunca comprometer a qualidade. Essa mentalidade está no centro da nossa linha: fórmulas que funcionam, texturas que se comportam exactamente como necessário e soluções concebidas tanto com a estética como com a saúde capilar a longo prazo em mente.
A inovação científica é um dos pilares da marca, nomeadamente através da patente M28. Em que consiste esta tecnologia e que impacto tem na reparação capilar em comparação com soluções já existentes no mercado?
A M28 é uma tecnologia de reparação que desenvolvemos para actuar sobre a estrutura interna da fibra capilar. Enquanto muitos produtos se concentram apenas na superfície, a M28 actua mais profundamente, ajudando a reconstruir áreas danificadas e a melhorar a resistência ao longo do tempo. O impacto é visível: textura mais suave, menos quebra e uma fibra mais resiliente. É um passo além dos agentes condicionadores tradicionais, porque não se limita a mascarar os danos ─ ajuda a fortalecer o cabelo a partir do seu interior.
Como tem sido gerir o rápido crescimento da marca e a sua expansão para novos mercados?
Desafiante, mas extremamente gratificante. O crescimento obriga-nos a ser ágeis: reforçar a equipa, melhorar a logística e garantir que a experiência com o produto se mantém consistente, independentemente do país. Ao mesmo tempo, confirma que a visão tem impacto. Para nós, a expansão passa por ouvir cada mercado e manter o mesmo nível de qualidade e serviço que definem a marca.
Chegaram agora a Portugal através de uma parceria exclusiva com a Primor. Como tem sido a recepção do público português até ao momento?
A recepção tem sido muito positiva. Os consumidores portugueses são curiosos, informados e dispostos a investir em produtos que oferecem resultados reais. O lançamento com a Primor permitiu-nos chegar com força e estrutura, e desde o início temos observado um grande envolvimento ─ tanto nas lojas como online.
Que tendências antecipa para o futuro do haircare?
Duas principais tendências: desempenho e simplicidade. Os consumidores querem produtos que proporcionem resultados visíveis rapidamente, mas sem rotinas complicadas. Ao mesmo tempo, cresce o interesse no cuidado do couro cabeludo, na saúde capilar a longo prazo e em fórmulas apoiadas pela ciência. Para as marcas, o desafio será inovar sem sobrecarregar o consumidor. Oferecer menos produtos, mas melhores, que façam realmente a diferença.
