Sapatos | Fotografia Vogue 1990: Arthur Elgort/Conde Nast, Getty
Sapatos | Fotografia Vogue 1990: Arthur Elgort/Conde Nast, Getty
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Afinal, que tipo de sapatos são responsáveis pelos calos nos pés?

Cuidar dos pés é cuidar da nossa mobilidade. Por isso, há que ter atenção aos calos. Tudo sobre este assunto num artigo educativo assinado pela médica podologista Carla Ferreira, dos Hospitais Lusíadas Porto e Lisboa.

Dr.ª Carla Ferreira, podologista Hospitais Lusíadas Porto e Lisboa

Calos nos pés são uma das queixas mais frequentes em consulta. Quando o sapato é rígido, tem um bico estreito ou salto alto, associado a modelos mais robustos e fechados para proteger do frio e da chuva, no inverno, concentra demasiada pressão em pequenas áreas do pé como o dorso e no meio dos dedos.

A pele, para se proteger dessa agressão repetida, engrossa e endurece, formando o calo. Ou seja, é uma resposta de defesa do organismo perante um sapato que não respeita a forma e as necessidades do pé.

É importante compreender que nem todos os sapatos provocam calos e que o pé de cada pessoa é único. O mesmo sapato que é confortável para alguém pode causar dor e calosidade noutra pessoa, dependendo da forma dos dedos, da presença de joanetes, do tipo de arco plantar e até da maneira de caminhar.

Pessoas que passam muitas horas de pé, pessoas com excesso de peso ou que usam sempre o mesmo tipo de calçado rígido ou apertado têm maior probabilidade de desenvolver calos. Com o tempo, aquela pequena área endurecida pode tornar-se dolorosa ao ponto de dificultar a marcha e limitar atividades simples do dia a dia.

O calo não surge de um dia para o outro: ele é o resultado de uma agressão mecânica repetida. A escolha do calçado é, por isso, uma estratégia central para prevenir calos.

Sapatos confortáveis, com biqueira larga, salto baixo, em pele e que se adaptem bem ao pé reduzem o atrito e distribuem melhor a pressão. Comprar sapatos ao fim do dia, quando o pé está ligeiramente mais inchado, ajuda a garantir que não vão apertar durante o uso. Meias bem ajustadas, sem costuras grossas nem pregas, e a hidratação regular da pele, completam os cuidados básicos.

É fundamental referir que não se deve “cortar” o calo em casa com lâminas ou objetos afiados, prática que pode causar feridas e infeções, sobretudo em pessoas com diabetes ou má circulação. O ideal é procurar um podologista que consegue identificar a verdadeira causa do calo, trata-lo em segurança e orientar na escolha do calçado mais adequado ou usar palmilhas personalizadas.

Cuidar dos pés com atenção é, no fundo, cuidar da nossa mobilidade e qualidade de vida.

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