Nos dias de hoje, com tantos avanços tecnológicos, muitos continuam a perguntar quando chegará uma uma cura para o cancro e, aparentemente, a resposta está cada vez mas próxima. Está, neste momento, a ser desenvolvida, pela Johnson & Johnson, uma nova injeção experimental para combater o cancro da cabeça e do pescoço e os resultados dos ensaios clínicos são promissores.
E as boas notícias não acabam aqui: Portugal vai participar na próxima fase de desenvolvimento desta vacina que será testada em cinco hospitais nacionais, Gaia-Espinho, IPO do Porto, Santa Maria, CUF Descobertas e Portimão. De acordo com a CUF, este estudo de Fase III vai recrutar cerca de 500 indivíduos até 2029.
O que distingue este tratamento?
Segundo a rede de saúde, "ao contrário das abordagens convencionais", esta investigação assenta na utilização do Amivantamab, "um anticorpo biespecífico altamente inovador, sob a forma de injeção subcutânea, em combinação direta com regimes de imunoterapia".
Tendo isto em conta, "o estudo avalia o impacto de associar novos anticorpos monoclonais desenvolvidos para bloquear os recetores específicos que estimulam o crescimento descontrolado das células tumorais", acrescenta.
"Potenciar e desbloquear a resposta natural do sistema imunitário do próprio doente", acaba por ser o objetivo principal desta injeção. Sendo bem sucedida, "as defesas do organismo são reprogramadas para reconhecer, atacar e destruir as células malignas de forma dirigida, minimizando o impacto nos tecidos saudáveis e preservando a qualidade de vida e funções vitais do doente (como a fala e a deglutição)".
Quais os resultados dos estudos até agora?
Foram apresentados no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e recebidos com muito entusiasmo.
Mais especificamente, entre os 102 doentes que fizeram parte das fases iniciais do tratamento com esta substância, "77% tiveram, assim, benefício clínico"; "42% com resposta significativa e 15% com resposta completa".
Quem pode participar nos ensaios clínicos em Portugal e no resto do mundo?
Destina-se estritamente a pessoas com "carcinomas de células escamosas da cabeça e do pescoço", ou seja, "o tipo histológico mais comum nesta região, que engloba tumores na boca, língua, faringe ou laringe".
Os participantes devem, por isso, "apresentar tumores em estado avançado, recorrente ou metastático que sejam considerados incuráveis" e "não ter recebido qualquer tratamento prévio", como a quimioterapia clássica para a doença na sua fase metastática.
