Foram confirmados esta terça-feira, 13 de janeiro, os primeiros casos de uma infeção por candida auris, "um fungo resistente a medicamentos considerado uma ameaça à saúde pública global", em Portugal, lê-se na CNN Portugal.
Mas, afinal, o que é o candida auris?
Foi identificado no Japão em 2009 e entretanto chegou a outros países. É um fungo da família candida e afeta sobretudo "doentes internados em hospitais ou residentes em lares", explica a CUF. Pode, aliás, "constituir um sério risco para a saúde".
Tem um "caráter invasivo" e pode "entrar na corrente sanguínea" ou "causar infeções graves, por exemplo, no sangue, em feridas, ouvidos ou até no coração e cérebro". Em alguns casos a infeção pode mesmo ser fatal. "Com base em informação relativa a um número limitado de pacientes, entre 30% a 60% dos doentes que contraíram esta infeção morreram", explica a rede de saúde portuguesa.
Quem está em risco?
Geralmente, esta infeção não afeta pessoas saudáveis e acontece em "doentes internados ou residentes em lares"; "doentes polimedicados ou com cirurgia recente"; "alterações do sistema imunitário"; "toma de antibióticos ou antifúngicos de largo espetro"; e a "presença de tubos ou cateteres, como sondas de alimentação, algálias ou cateteres venosos centrais"
Como se transmite este fungo?
Habita, normalmente, "em ambiente hospitalar ou noutras unidades que prestam cuidados de saúde (como os lares)". Já o contágio pode "dar-se através do contacto com superfícies ou objetos contaminados (onde o fungo pode sobreviver durante semanas) ou de pessoa para pessoa, incluindo aquelas que não apresentam sintomas".
Para evitar a propagação desta infeção devemos fazer "uma correta higiene das mãos, lavando-as com água e sabonete ou com um desinfetante à base álcool".
Qual o tratamento?
Segundo a CUF, "a maioria das infeções provocadas por candida auris são tratadas com uma classe específica de medicamentos antifúngicos: as enquinocandinas".
