Muitas pessoas recorrem à lixívia quando querem fazer uma limpeza profunda e desinfetar bem a casa. É um produto eficaz, barato e muito utilizado para lavar casas de banho, cozinhas e até paredes. No entanto, quem a usa com frequência conhece bem o inconveniente: o cheiro intenso que pode ficar no ar durante bastante tempo.
É precisamente por causa desse odor forte que, ao longo dos anos, foram surgindo vários truques caseiros para o atenuar. Um dos mais curiosos (e ainda hoje partilhado entre vizinhos e os nossos familiares) é o de colocar um balde com água e cebola cortada no espaço onde a lixívia foi usada.
Segundo esta dica tradicional, basta cortar uma ou duas cebolas ao meio e colocá-las dentro de um balde ou recipiente com água, deixando-o no local em que se fez a limpeza. Há quem garanta que isso ajuda a reduzir o cheiro forte da lixívia no ambiente.
A explicação popular para este truque está relacionada com a própria cebola, alimento que liberta compostos de enxofre, responsáveis pelo seu cheiro característico e até pelas lágrimas quando a cortamos. A crença é que esses compostos podem absorver ou neutralizar odores fortes presentes no ar.
Contudo, não existem provas científicas sólidas de que a cebola neutralize quimicamente o odor da lixívia. Especialistas em limpeza e química doméstica apontam que o efeito poderá dever-se mais a uma mistura de odores ou à percepção olfativa, já que a cebola também tem um cheiro intenso.
Independentemente de se optar ou não por experimentar a cebola, há medidas simples que ajudam mesmo a diminuir o odor da lixívia. São elas ventilar bem a casa, abrindo janelas e portas; usar a lixívia devidamente diluída, conforme as recomendações do rótulo; e passar água limpa no final da limpeza, para remover resíduos do produto.
Há também uma regra essencial de segurança: nunca misturar lixívia com vinagre, amoníaco ou outros produtos de limpeza, pois essa combinação pode libertar gases perigosos.
No final, o truque da cebola continua a fazer parte daquele conjunto de sabedorias domésticas transmitidas de geração em geração. Pode não ter comprovação científica, mas permanece como uma curiosidade da cultura das limpezas – e, para muitos, vale pelo menos a tentativa.
Outra boa opção, é apostares num bom ambientador. Há vários na galeria de imagens.
