Já partilhámos relatos de várias pessoas que têm dificuldade em encontrar uma casa a um preço acessível. Por vezes, como alternativa, alguns escolhem imóveis mais antigos a precisar de obras, outros apostam em micro casas ou em caravanas, mas Cindy Mora e o filho, Fabrizio, contam outra história.
Durante nove anos, a mãe solteira poupou dinheiro para comprar um pequeno terreno baldio em Alajuelita, muito perto de San José, Costa Rica. Quando finalmente conseguiu, não tinha o suficiente para construir uma casa.
Felizmente, a Procter & Gamble, a Habitat for Humanity, a Urbarium e a Ekojunto decidiram ajudar esta família. Como? Juntaram alguns dos seus colaboradores para construir uma casa para Cindy e Fabrizio.
Foram mais de 800 horas de trabalho para construir uma casa feita de... plástico. Sim, estás a ler bem. Todas as paredes foram construídas com blocos feitos a partir de 7.2 toneladas de plástico reciclado proveniente de recipientes, sacos e garrafas. Utilizaram materiais de construção convencionais para a estrutura da casa.
Mais especificamente, este sistema de construção consiste em blocos de plástico reciclado muito parecidos com peças de Lego, "o que permite que a construção seja prática e simples, encaixando as peças umas nas outras, as quais se ajustam de forma precisa e hermética", explicou Andrea Ramírez, da Urbarium, a organização local responsável pela execução do projeto na Costa Rica, ao Alajuelita Soy, um jornal local.
"Ter uma casa sempre foi o meu sonho, mas desde que tive o meu filho, esse sonho tornou-se cada vez mais forte", afirmou Cindy. Mostrou desde o início a sua gratidão por receber a casa.
"Acima de tudo [quero a casa], para que, no dia em que eu já não estiver aqui, o meu filho tenha um lugar onde viver e para que eu saiba que ele não vai ficar à deriva".
