Padre | Fotografia: Tom Kelley, Getty
Padre | Fotografia: Tom Kelley, Getty
Design e Artes

Esta jovem não conseguia pagar a renda e foi viver com... 12 padres

Há quem lide com a crise da habitação construindo a sua própria casa. Já outros arranjam soluções mais criativas... como viver com padres.

Existem várias histórias de pessoas que decidem lidar com a crise da habitação que está a afetar a maioria dos países de uma forma criativa. Há quem arregace as mangas e construa a sua própria casa, mesmo sem experiência. Já Eloise Stark, jornalista freelancer franco-britânica que escreve sobre as suas viagens para várias publicações internacionais, optou por dividir casa, mas não da forma que estás a pensar.

Com apenas 18 anos, a jovem conseguiu entrar numa universidade em Paris, França, uma ótima notícia, mas, infelizmente, rapidamente percebeu que a sua bolsa não ia chegar para pagar a renda, conta a própria na Business Insider.

Fez algumas visitas a casas e apartamentos, mas ficou chocada com tudo o que encontrou, incluindo "ofertas de homens que afirmavam ter espaço na cama para uma estudante — desde que ela também limpasse a cozinha".

Durante mais uma pesquisa descobriu que existem várias residências estudantis católicas administradas por padres ou freiras. Encontrou assim um quarto, numa residência criada por 12 padres que converteram sete celas antigas em alojamento para estudantes com dificuldades em pagar uma renda, nos subúrbios da cidade. Lá a renda ficava por €250 com tudo incluído — um verdadeiro achado já que as restantes ofertas ultrapassavam os €500.

Quando visitou o espaço foi recebida por um padre sorridente e vestido de denim da cabeça aos pés chamado Gabriel que lhe explicou como tudo funcionava. Mostrou-lhe o quarto em que ia ficar, um espaço simples, "com apenas uma cama e um guarda-roupa", mas com "vista para um vasto jardim rodeado por arcadas e estátuas". Para além do quarto, a jovem ficou a saber que podia usar um espaço partilhado de trabalho e uma cozinha.

"Fiquei entusiasmada com a minha nova casa, especialmente quando soube que não havia regras ou condições, exceto participar de jantares semestrais e, ocasionalmente, conversar com os padres sobre os meus estudos", conta Eloise.

Stark viveu nesta residência durante um ano e descreve-a como uma "comunidade". Recorda, aliás, momentos como ver os padres apressados nas manhãs de domingo "a passar a ferro os colarinhos clericais e as vestes para irem à missa".

Lembra ainda que uma vez estava na cozinha, sem conseguir terminar um trabalho para a universidade e um padre entrou a pedir ajuda para replantar tomateiros. Ficou incomodada por ser interrompida, mas enquanto trabalhava no jardim, começou a sentir-se mais calma. "Percebi que não era eu quem estava a ajudar", acrescenta.

Destaca ainda os jantares de grupo que aconteciam a cada dois meses, momentos que os padres aproveitavam para perguntar aos estudantes como estavam a correr os estudos e, eventualmente, com um copo de vinho, ou dois, a partilhar fofocas da paróquia.

Eventualmente, a jovem deixou a residência porque as viagens diárias da universidade até lá eram cansativas, mas conseguiu encontrar outro quarto mais perto e a um preço acessível. Mesmo assim não esquece a residência e os padres que a ajudaram.

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