As tempestades, como a Éowyn, que se abateu sobre as ilhas britânicas na semana passada, ou a depressão Hermínia, que passa por Portugal esta segunda-feira, são fenómenos naturais poderosos que suscitam curiosidade pelo impacto que provocam no meio ambiente.
Com a passagem da depressão Hermínia, espera-se um agravamento do estado do tempo no território continental nas próximas horas. Durante a madrugada, a Proteção Civil recebeu centenas de ocorrências relacionadas com chuva intensa e vento forte e é expectável que a situação se mantenha nas próximas horas em alguns pontos do território continental.
A depressão traz chuva e vento forte para várias regiões de Portugal entre esta segunda-feira e terça-feira, mas a costa ocidental de Portugal enfrenta ondas de sete a oito metros, podendo atingir os 14 metros durante a passagem da depressão, o que representa um risco para atividades marítimas e segurança nas praias.
A combinação de ventos fortes, relâmpagos e ondas pode criar um ambiente extremamente perigoso. Durante uma tempestade, o oceano é um condutor, aumentando a probabilidade de relâmpagos e de eletrocução.
As tempestades surgem quando determinadas condições atmosféricas específicas se conjugam. Quando existem alterações significativas na temperatura e pressão do ar, tal pode resultar em precipitação muito intensa. O tipo principal de nuvem responsável por este fenómeno é conhecido como cumulunimbus - nuvens enormes e densas que transportam um grande volume de água no seu interior.
O universo das tempestades está repleto de características surpreendentes: os relâmpagos atingem o oceano com mais frequência do que a terra, apesar de apenas 2% de todos os relâmpagos serem descarregados sobre a água.
Um relâmpago pode atingir temperaturas de até 30.000°C, cinco vezes mais quente do que a superfície do sol. A probabilidade de um barco ser atingido por um relâmpago é de aproximadamente 1 em 1000, tornando-o um risco para embarcações.
As águas quentes do oceano desempenham um papel crucial na intensificação das tempestades, sendo um motor para trovoadas. Os relâmpagos podem atingir até 40 quilómetros de distância da tempestade de origem.
