Catarina Furtado e a decisão sobre os filhos
Catarina Furtado e a decisão sobre os filhos | Fotografia: Instagram @catarinafurtadooficial
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Decisão de Catarina Furtado sobre os filhos merece análise. Afinal, o que diz a psicologia?

Mais umas férias, mais uma partilha no Instagram e, como sempre, sem os filhos. Catarina Furtado levanta-nos um tema interessante e na ordem do dia: devemos ou não partilhar os nossos filhos nas redes sociais?

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Catarina Furtado é uma das maiores referências nacionais, não só por ser uma profissional de sucesso, como pelo estilo de vida saudável e, sim, uma elegância elogiada por tantos. Muitos gostam de acompanhar o percurso da apresentadora nas redes sociais, sem excluir as férias, sobre as quais faz sempre alguma partilha.

A última publicação é precisamente sobre as férias com os seus dois filhos, João Maria, de 18 anos, e Maria Beatriz, de 20, de quem fala na legenda. "Agora viemos os três de férias. A mãe e os seus dois pintainhos já adultos. As fotografias de qualidade são todas tiradas pela Beatriz."

Mas as referências ficam por ai. Não há fotografias dos filhos, nem com os filhos, algo que não é novo nas partilhas de Catarina Furtado. E há uma razão para isso.

“[Nas férias], partilho aquilo que sinto que devo partilhar. Não é para partilhar os hotéis, é mais para partilhar aquilo que fica das férias e não os mostrando [aos filhos], porque eles continuam a agradecer-me nunca os ter mostrado, ainda que sejam maiores de idade”, afirmou a apresentadora numa entrevista recente à revista Maria.

Catarina Furtado explica que a decisão começou por ser sua e do ex-marido, João Reis, e que agora, ou desde que atingiram a maioridade, é uma decisão dos próprios. "Eles gostam mesmo dessa privacidade, mesmo em termos de redes sociais, as deles não são abertas”, referiu ainda.

Mas o que é mais correto hoje em dia? Quem deve tomar a decisão? E devemos condenar os pais que partilham os filhos nas redes sociais? Eis o que diz uma psicóloga.

O que se deve ou não publicar? Eis a questão

Filipa Castanhinha, psicóloga especialista em Parentalidade Consciente, escreve no Instagram precisamente sobre o tema "publicar os filhos nas redes sociais". E começa por fazer-nos refletir.

"A questão não é apenas se podemos publicar. É também se devemos publicar, o que devemos publicar e quais podem ser as consequências dessa escolha para alguém que ainda não tem voz nessa decisão", pode ler-se na publicação.

Filipa frisa precisamente que são os adultos que, enquanto utilizadores das redes sociais, têm o privilégio de decidir o que mostram e é nisso que devem pensar. E pensar mais precisamente sobre estas seis situações antes de publicar qualquer fotografia.

1. Fotografias de momentos íntimos. "Há memórias que pertencem à família, não às redes sociais";

2. Informações sobre a escola e a rotina. "Pequenos detalhes podem revelar muito mais do que imaginamos";

3. A localização. "As crianças têm direito a uma vida que não seja permanentemente observada";

4. Dados pessoais. "A identidade digital dos nossos filhos começa muito antes de eles poderem escolher como querem estar online";

5. Momentos de vulnerabilidade. "Quando uma criança está vulnerável, precisa sobretudo de proteção";

6. Histórias que um dia podem querer manter privadas. "Há histórias que nos parecem engraçadas, mas que talvez os nossos filhos não escolhessem contar sobre si próprios".

Fica a reflexão e, na galeria de imagens, fotografias somente de Catarina Furtado, a mãe que deu início à discussão.

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