Devemos beber chá quente em que situações? | Fotografia: Reprodução do filme Thunderbirds
Devemos beber chá quente em que situações? | Fotografia: Reprodução do filme Thunderbirds
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E se dissermos que andas a beber chá da forma errada quando estás doente?

Sempre ouvimos que um chá quente ajuda quando estamos doentes. Mas afinal, segundo uma médica, pode não ser a melhor opção.

Quando estamos doentes, especialmente com dor de garganta, há um conselho que aparece quase sempre: beber um chá bem quente para aliviar. É um daqueles hábitos que passam de geração em geração e que quase ninguém questiona. Mas afinal… pode não ser bem assim.

A médica Margarida Graça Santos falou recentemente sobre este tema e explica que, quando há inflamação, como numa garganta inflamada ou numa amigdalite, o frio pode, na verdade, ajudar mais do que o quente.

Segundo explica, o frio tem um efeito anti-inflamatório. Faz com que os vasos sanguíneos se contraiam, o que ajuda a diminuir o inchaço, reduzir a inflamação e aliviar a dor. É exatamente por isso que, quando alguém sofre uma entorse, uma queda ou até aquele típico “galo” na cabeça, a primeira recomendação costuma ser colocar gelo.

Esse mesmo princípio também pode aplicar-se à garganta. Bebidas frias (ou até um gelado) podem ajudar a diminuir o inchaço e a acalmar a inflamação. Já o chá quente pode dar uma sensação de conforto, mas do ponto de vista da inflamação não é necessariamente a melhor opção. Em alguns casos, o calor pode até agravar ligeiramente os sintomas. 

Isto acontece porque o calor faz precisamente o contrário do frio: dilata os vasos sanguíneos e aumenta a circulação naquela zona. Esse efeito pode ser muito útil quando falamos de dores musculares, como contraturas, torcicolos ou dores associadas à postura, porque ajuda a relaxar os músculos e a aliviar a tensão.

Mal partilhou este vídeo nas redes sociais, as reações foram imediatas e cheias de surpresa. “Como é que só explicam isto agora?”, lia-se em vários comentários. Outros diziam, entre brincadeiras, que “as avós vão ficar todas com os cabelos em pé a ouvir isto”. Houve também quem reagisse com espanto — “um gelado com dor de garganta?” — e quem finalmente se sentisse compreendido: “Ainda bem que explicas isto, nunca acreditaram em mim quando dizia que comia gelados quando me doía a garganta.”

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