Mulher com dor de cabeça | Fotografia: Getty Images, Harold M. Lambert
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Chega a Portugal o vírus Chikungunya. Quais os cuidados e sintomas?

Há um novo vírus a preocupar a Europa e Portugal. Chama-se Chikungunya e pode causar sintomas como febre, dores de cabeça, arrepios e vómitos. Explicamos tudo o que deves saber.

Segundo um estudo do Centro de Ecologia e Hidrologia, no Reino Unido, muitos países da Europa, incluindo Portugal, apresentam um risco alargado de transmissão do vírus Chikungunya. É uma nova descoberta porque pode ser "transmitido quando as temperaturas do ar estão tão baixas quanto 13ºC", lê-se na CNN Portugal

O que devemos saber? Chikungunya foi dado "ao nome da doença, infeção ou febre causada pelo vírus com o mesmo nome", em 1952, após o primeiro caso registado no Planalto Makonde, na Tanzânia, explica o Hospital da Luz.

É um vírus transmitido por "mosquitos do género Aedes, especialmente os das espécies Aedes aegypti e Aedes albopictus". Por isso, "a infeção não se transmite diretamente de pessoa a pessoa", acrescentam. Existem, no entanto, relatos de transmissão de "mãe para filho na gravidez e no periparto e na sequência de transfusões de sangue contaminado".

Explicam ainda que homem pode ser "o principal reservatório do vírus e a transmissão acontece quando as fêmeas Aedes aegypti e Aedes albopictus picam para se alimentarem do sangue que precisam para completar o seu ciclo de vida". 

Quais os sintomas? 

De acordo com a rede de saúde, o período de incubação deste vírus pode ser entre três e sete dias, mas pode variar entre um e 12 dias. Geralmente, os sintomas mais comuns da infeção chikungunya aguda são: "febre de início súbito, frequentemente elevada, acompanhada de dor de cabeça, arrepios, intolerância à luz, náuseas e vómitos e erupção cutânea". 

Também pode causar "dor articular e muscular incapacitante com início dois a cinco dias depois da febre, atingindo particularmente as articulações mais distais". 

Geralmente, "a gravidade da infeção chikungunya pode variar desde assintomática (em 10%-15% dos casos), a uma doença ligeira e autolimitada". Já os casos mais graves tendem a acontecer em indivíduos que fazem parte de grupos de risco específicos como idosos, por exemplo. 

Quais os cuidados a ter? 

Existe uma vacina contra o chikungunya que foi aprovada pelas autoridades europeias 2024, mas "não existem outros medicamentos destinados à prevenção da febre chikungunya". 

Por isso, a prevenção acaba por ser feita com "medidas dirigidas ao controlo da população de mosquitos e com cuidados individuais", como evitar sair para o exterior nos períodos de maior atividade dos mosquitos; usar redes protetoras nas janelas; usar ventoinhas e ar condicionado; e aplicar repelentes de insetos em toda a pele exposta. 

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