Afinal, o que é a ciclosporíase?
Afinal, o que é a ciclosporíase? | Fotografia: Unsplash
Nécessaire

Afinal, o que é a Ciclosporíase? O surto pode chegar a Portugal?

Nos últimos dias, a Ciclosporíase tem feito correr tinta na imprensa depois de um surto nos Estados Unidos ter provocado duas mortes. E será motivo para preocupação em Portugal? Explicamos o que precisas de saber.

Nos últimos dias, o nome “Ciclosporíase” tem surgido um pouco por todo o lado depois de um surto nos Estados Unidos ter levado a duas mortes no estado do Michigan. A trágica notícia acaba por nos levar a duas questões: afinal, o que é esta doença? E devemos preocupar-nos em Portugal?

O que é Ciclosporíase?

Antes de mais, importa esclarecer que a Ciclosporíase é uma infeção intestinal causada por um parasita microscópico chamado Cyclospora cayetanensis. De acordo com os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), a infeção acontece quando se consomem alimentos ou água contaminados, sendo os legumes e as frutas frescas, sobretudo quando consumidos crus, a forma mais comum de transmissão. Ao contrário de muitas infeções gastrointestinais, não costuma passar diretamente de pessoa para pessoa.

Quais os sintomas?

Segundo o CDC, os sintomas “costumam surgir cerca de uma semana após a exposição” ao parasita, embora possam surgir entre dois dias e duas semanas mais tarde. O sinal mais frequente é uma diarreia aquosa, que pode ser intensa e prolongada, mas também podem surgir perda de apetite, perda de peso, dores e inchaço abdominal, gases, náuseas e uma fadiga que pode durar várias semanas. Em alguns casos, também há febre ligeira e vómitos.

Ainda assim, é importante notar que, segundo o Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Michigan, “a Ciclosporíase geralmente não é uma doença fatal”.

Ainda assim, crianças, idosos, grávidas e pessoas com o sistema imunitário mais fragilizado podem desenvolver complicações com maior facilidade.

Mas será que este surto pode chegar a Portugal?

Neste momento, não existe qualquer indicação de que exista um surto semelhante no nosso país nem qualquer alerta emitido pelas autoridades de saúde portuguesas. A doença pode surgir em qualquer parte do mundo, sobretudo através de alimentos ou água contaminados, mas os casos em Portugal são pouco frequentes e, quando acontecem, estão muitas vezes relacionados com viagens para países onde o parasita circula com maior facilidade ou com alimentos importados.

A melhor forma de reduzir o risco continua a ser bastante simples: lavar bem frutas e legumes antes de os consumir, manter uma boa higiene das mãos durante a preparação dos alimentos e estar atento a eventuais alertas alimentares emitidos pelas autoridades.

Gourmet

Um eclipe e cinco estrelas Michelin: a noite mais fora deste mundo que podes ter em 2026

Há noites que entram para a história e o dia 12 de agosto traz essa promessa. Tudo porque um fenómeno raro vai cruzar-se com uma experiência gastronómica estrelada.

Nécessaire