Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as cirurgias estéticas não seguem uma sazonalidade rígida. Não existe propriamente uma "época alta" ou “época baixa”. A realidade é que a vida agitada que a maioria de nós leva só permite pausas em momentos muito específicos do ano — e essas pausas nem sempre coincidem com o sol, o calor ou o verão.
A este fator junta-se ainda o crescente número de estrangeiros que escolhem Portugal para realizar cirurgias plásticas, atraídos pela segurança, qualidade médica e confiança dos profissionais nacionais.
Mas… há sempre um "mas".
Sempre que é possível aconselhar e planear, o frio e o conforto de casa tornam-se grandes aliados de determinados procedimentos, sobretudo aqueles menos amigos do sol e do calor — em particular, a cirurgia da face.
Os procedimentos de rejuvenescimento facial estão cada vez mais em voga, precisamente por proporcionarem resultados naturais e elegantes. Liftings faciais e blefaroplastias assumem hoje um lugar de destaque como "procedimentos da moda". São cirurgias com um pós-operatório habitualmente tranquilo, mas que implicam maior sensibilidade solar nas áreas intervencionadas, especialmente nas primeiras semanas. Por essa razão, o inverno é frequentemente a estação mais aconselhada para a sua realização.
O mesmo raciocínio aplica-se às cirurgias de contorno corporal, como a lipoescultura. Estes procedimentos exigem, no pós-operatório, o uso prolongado de cintas de compressão, que podem ser desconfortáveis em ambientes quentes. O tempo frio torna esta fase mais tolerável e confortável, contribuindo para uma recuperação mais serena.
No final, mais do que a estação do ano, o mais importante é o planeamento adequado, a segurança e a escolha de um momento da vida em que o paciente possa realmente dedicar tempo à sua recuperação.
