As franjas, as botas de cowboy e looks boho deixaram de ser uniforme para este Coachella. Na edição de 2026 deste grande festival, o básico ganhou lugar no recinto e o tank top branco foi cabeça de cartaz. Já não se tratam apenas de looks festivaleiros em que tudo se espera em demasia, ou quase fantasia. O minimalismo este ano já se tem em conta, e basta olhar para looks como o da Kendall Jenner e Hailey Bieber – que apostou num Vintage Dior criado por Galliano em 1998.
E, sim, quando pensamos nos melhores looks... pensamos em Dior. Entre brilhos, referências vintage e teatralidade controlada, duas artistas destacaram-se não só pelo que vestiram, mas pela forma como vestiram: Sabrina Carpenter e Ethel Cain. A presença dominante da Dior neste Coachella não é uma coincidência. A Casa de moda tem vindo a explorar uma relação cada vez mais íntima com a música e com a cultura pop contemporânea.
Sabrina Carpenter – uma das artistas cabeça de cartaz do festival – utiliza uma série de looks Dior que nos levam de imediato ao glamour característico do universo de Hollywood. Apesar de existirem vestidos com brilho, a utilização da cor vermelha, bodysuits em renda e silhuetas estruturadas, as formas eram limpas, os elementos bem conjugados, e cada detalhe parecia servir intenção em vez de competir por atenção. Mesmo quando falamos num palco em que a performance é (quase) tudo.
Por outro lado, Ethel Cain, seguiu um caminho onde os looks Dior que utilizou – numa estética crua e introspetiva – nos susurravam a sua intenção e presença. O vestido preto com formas etéreas mostra perfeitamente a elegância que o minimalismo pode oferecer num festival onde o excesso é quase gratuito.
O minimalismo nestes looks é evidentemente estratégico. Vem com a intenção de mostrar que para se “ser visto” não é preciso criar dentro do excesso, mas sim saber escolher bem o que usar.
