Coentros | Fotografia: Getty Images,	NurPhoto
Coentros | Fotografia: Getty Images, NurPhoto
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Amas ou odeias coentros? Nutricionista explica o que isto diz sobre a tua biologia

Sónia dos Santos, Mestre em Nutrição Clínica na CogniLab, assina este artigo educativo e explica o que faz com que algumas pessoas detestem coentros (e outras adoram).

Dr.ª Sónia dos Santos

Em consulta, há uma frase que ouço vezes sem conta: "Doutora, não consigo mesmo comer coentros… sabem-me a sabão." E a minha resposta é quase sempre a mesma: não é mania, nem falta de hábito — é biologia.

Algumas pessoas nascem com variantes de genes ligados ao olfato, em particular o OR6A2, que tornam o nariz muito sensível a certos compostos químicos chamados aldeídos, presentes nos coentros. Curiosamente, estes compostos também existem em sabonetes e detergentes. Para quem tem essa sensibilidade, o cérebro interpreta o aroma como desagradável, criando rejeição imediata.

Como cerca de 80% do que sentimos como "sabor" vem do olfato, esta reação acontece quase instantaneamente. Já outras pessoas, sem essa variante genética, percebem exatamente os mesmos compostos como frescos e aromáticos — e por isso adoram coentros.

Enquanto nutricionista, considero importante reforçar que estas diferenças são reais e naturais. Cada pessoa experiencia os alimentos de forma única, e respeitar isso faz parte de uma relação saudável com a comida. Nem tudo se resolve com insistência ou força de vontade — e está tudo bem assim.

Os coentros lembram-nos de algo essencial: a alimentação também passa pelos nossos sentidos, pela nossa biologia e pela nossa história.

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