Comprar casa em Portugal é, atualmente, um grande desafio para muitas famílias. Entre salários que não acompanham o ritmo do mercado e uma oferta limitada, encontrar um lar acessível parece uma ginástica de impossibilidades. Os preços não param de subir e, segundo os dados mais recentes, o valor mediano por metro quadrado atingiu pela primeira vez os 3.000 euros por metro quadrado, um novo máximo histórico, segundo dados do novo relatório anual de preços de venda realizado pelo Idealista, divulgado à imprensa.
Ainda assim, há exceções interessantes, como é o caso de Vila Real.
Num contexto nacional em que quase todas as capitais de distrito registaram subidas anuais expressivas do preço das casas – com casos como Santarém (+27,2%), Beja (+26,6%) e Portalegre (23,6%) – Vila Real foi a única cidade onde os preços desceram, ainda que ligeiramente: –1,6% no último ano.
Isto faz de Vila Real uma rara oportunidade para quem procura comprar casa com um orçamento mais limitado, até porque o preço por metro quadrado mantém-se entre os mais baixos do país: 1.343 euros/m2, superado apenas por Beja (1.321 euros/m2), Portalegre (1.020 euros/m2) e Guarda (981 euros/m2).
Mas por que razão Vila Real continua a a ser mais acessível? Apesar de o relatório não explorar as causas, existem várias hipóteses: o distrito tem, historicamente, valores mais moderados face aos grandes centros urbanos; a pressão demográfica é inferior à de zonas como Lisboa, Porto ou Algarve; e a oferta imobiliária, ainda que limitada, não enfrenta a mesma procura intensa que caracteriza outras regiões.
É o caso, por exemplo, de Lisboa, que continua a ser a capital mais cara para comprar casa, com 5.914 euros/m2, seguindo-se o Porto (3.908 euros/m2) e o Funchal (3.864 euros/m2).
Vila Real destaca-se, assim, como uma alternativa realista para quem sonha comprar casa sem comprometer totalmente o orçamento.
