Estamos numa época particularmente simbólica para o consumo: os saldos. Neste período, os portugueses aproveitam preços mais baixos para comprar o que adiaram durante o ano, mas também para experimentar novas tendências. Nem a propósito, acabam de ser divulgadas as novas tendências de consumo em Portugal.
De acordo com o relatório The Checkout 2025, da Klarna, banco digital global e um fornecedor de pagamentos flexíveis, os hábitos de compra dos portugueses estão a ser marcados por um curioso equilíbrio entre nostalgia e durabilidade.
Uma das tendências mais surpreendentes é o regresso da tecnologia retro, isto é, dispositivos que muitos associam à juventude. Falamos de telemóveis dobráveis, leitores de MP3, auscultadores com fio e até gira-discos, objetivos que têm registado um crescimento expressivo, impulsionado sobretudo pelos Millennials (pessoas nascidas aproximadamente entre 1981 e 1996).
Se por um lado o passado inspira, por outro, o futuro entra de forma clara dentro de casa. Os portugueses estão cada vez mais atentos a soluções que transformam o lar num espaço de bem-estar e conforto, como é o caso de luzes inteligentes, lâmpadas de ambiente, purificadores de ar e gadgets de massagem. Esta tendência ganhou força nos últimos anos e continua a consolidar-se, sobretudo em períodos como os saldos, ideais para investir em tecnologia doméstica.
Já na moda, a mensagem é clara: os portugueses estão a valorizar peças clássicas, duráveis e versáteis. Itens como cintos de couro, saias em linha A, cardigans de malha e casacos bomber têm registado aumentos notáveis na procura.
Há também um interesse crescente por materiais naturais, como o linho, e por calçado confortável e elegante, como os mocassins. Em vez de tendências efémeras, aposta-se num guarda-roupa que atravessa estações e contextos.
No conjunto, estas tendências mostram um consumidor mais atento e um misto de nostalgia e inovação, para além de preço e durabilidade.
