"Nepo Baby": as "cunhas" em Hollywood que estão nas bocas do mundo | Fotografias: Reprodução YouTube. Edição de imagem: Vasco dos Santos
Coolhunting

"Nepo Baby": as "cunhas" em Hollywood que estão nas bocas do mundo

Um novo termo fez nascer “bebés nepotistas” em Hollywood, criados em berço de ouro e com a sorte de virarem estrelas. Mas será assim tão simples?

“A indústria do entretenimento nunca foi uma meritocracia” é assim que a mais recente edição da revista New York, em jeito de balanço 2022, inicia um discurso controverso sobre os “Nepo Babies” que sagraram em Hollywood. As palavras são do jornalista Nate Jones.

"Um bebé nepotista é a prova física de que a meritocracia é uma mentira"

“Ela tem os olhos da mãe. E o agente também” é o mote da mais recente capa da publicação que lançou um debate aceso na Internet.

Ainda que acompanhado de árvores genealógicas e montagens de imagens humorísticas que mostram os parentescos em Hollywood, o “Nepo Baby” (“bebé nepotista”, na tradução da abreviatura) não caiu nas graças da maioria dos espectadores do mundo do entretenimento. O artigo fala abertamente sobre as relações de parentesco entre várias celebridades, defendendo um favoritismo, em prol da filha, do sobrinho ou da irmã, que não reflete o talento dos mesmos, seja em que área for – da moda ao cinema. Nate diz que esses “bebés”, hoje bem crescidos, chegaram ao estrelato pela sorte de nascerem no seio de uma família de sucesso e não tanto pelo talento que têm. Mas a existência destas tais “cunhas” não é mal recebida pela Internet, bem pelo contrário. 

 

Até porque se concordássemos que o mérito não é característica de algumas carreiras em Hollywood, teríamos de negar o talento e os prémios concedidos a Maya Hawke, a atriz que contribuiu para o sucesso de Stranger Things, ao ator da série Big Little Lies Alexander Skarsgård ou a Zoë Kravitz, que integrou o elenco do filme Batman e muitos mais. Estes e tantos outros são “bebés nepotistas”.

E ainda nem chegámos a falar de nomes como Jennifer Aniston, Angelina Jolie, Liza Minnellie ou Tatum O’neil. A lista é grande e é difícil não reconhecer algum mérito à maioria dos nomes que a compõe.

Claro que a Internet não é feita de uma só voz e ainda há umas quantas que, não só aplaudem o termo e argumento trazido pela revista do New York, como reiteram que, se não fossem as famílias famosas, estas pessoas não eram ninguém na indústria e nunca tinham alcançado o estrelato ou o sucesso.

Nepotismos à parte, é difícil negar o papel do networking trazido por estas famílias. E não será esse um contributo positivo? É que estas "cunhas" não são daquelas que colocam o parentesco em critério de seleção para cargos de poder no Governo ou em grandes empresas. Quando se interpreta ou canta num palco para milhares de pessoas, é difícil esconder a falta de talento por muito tempo…

RELACIONADOS

ConVersa

"Vivemos os dias mais extraordinários na indústria automóvel"

Na conVERSA desta semana, falamos com Francesca Sangalli, diretora de cores e materiais da CUPRA.

Coolhunting