Erelisbon: a marca portuguesa de joalharia unissexo e intemporal
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Rafaela Simões
- 30 dez 2022, 00:43
Acaba de ser lançada a nova campanha da Erelisbon, marca que além de não ter género, não tem idade.
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Uma coisa é partilhar camisas, outra é partilhar joalharia. Não há muitas marcas que ofereçam peças de joalharia para todos os géneros e quando Constança Firmino, de 31 anos, o constatou, decidiu lançar, em novembro de 2021, um projeto para colmatar a lacuna no mercado português.
“Eu e o meu namorado sempre gostámos da ideia de partilhar o nosso armário, de usarmos peças unissexo como jeans, t-shirts e casacos, mas em joalharia não encontrávamos peças que também pudéssemos partilhar. A Erelisbon nasceu pela necessidade de oferta no mercado de joalharia sem género, sustentável e intemporal”, refere Constança à Versa.
No que diz respeito à sustentabilidade, a Erelisbon diferencia-se pelos materiais usados e pelo modo como pretende que lhes seja dado uso.
“Todas as peças da marca são produzidas em Portugal com prata reciclada 925, um material sustentável e intemporal. As peças não têm género e o objetivo é que possam ser partilhadas. Não queremos que os nossos clientes comprem a coleção inteira, mas, sim, que partilhem as peças e que prolonguem a vida útil das mesmas”, continua.
Sem género e também sem idade
À Erelisbon acabam de se juntar três novas peças, que fazem parte da campanha The Brilliance part II, uma continuação da coleção lançada em setembro.
Desta vez, surgem os brincos Ivvi (€75), vendidos à unidade e disponíveis em três cores - prata com banho de ouro, prata com banho de ródio e prata com banho de ródio preto -, o colar Ivvi Dark (€99) e o anel Futura Dark (€95).
As novas peças são apresentadas por Gracinda Candeias, a artista de 75 anos que marcou a história da arte contemporânea portuguesa por ter sido a primeira mulher a fazer nu performativo no país, nos anos 70. Agora, Gracinha Candeias volta a mostrar-se à frente do seu tempo, ao associar-se a um projeto sem género e sem idade.
“[No futuro] pretendemos solidificar a marca com uma forte componente ativista e sustentável. Não queremos que a marca se prenda com o fundador, mas, sim, que seja a voz dos artistas, ativistas e das pessoas que colaboram connosco”, remata Constança Firmino.
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Rita Afonso
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