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Da “Cancel Culture” para a “Cohesion Culture”. Togetherness é a nova tendência

O futuro é das marcas que colocam a coesão no core dos seus negócios.

Os consumidores estão cada vez mais a exigir que as marcas tornem a união uma prioridade no que dizem e fazem, de acordo com o “The Togetherness Economy", um novo relatório publicado pela FleishmanHillard.

O relatório, realizado em parceria com o professor de psiquiatria da Harvard Medical School Robert J. Waldinger e o futurista Martin Raymond do Future Laboratory, revela que 61% dos consumidores nos EUA e no Reino Unido sentem que as marcas desempenham um papel importante na promoção da coesão social. Setenta por cento afirmam que são mais propensos a comprar um produto se a marca que o produz promover a união.

Atualmente, no entanto, as marcas não estão a corresponder às expectativas dos consumidores ocidentais, segundo as conclusões. Quarenta e cinco por cento sentem que a forma como as marcas comunicam contribui ativamente para a divisão social. Da mesma forma, 58% dizem que as empresas usam estereótipos na comunicação seja para procurar ter humor ou dialogar com determinado grupo social. Os setores da moda, saúde e beleza foram considerados os que mais contribuem para a divisão.

"Nesta Era da “Economia da Atenção”, ficamos obcecados em fazer com que as pessoas nos notem ou em gerar uma reação", diz a propósito do relatório Lauren Winter, diretora global de cultura de consumo da FleishmanHillard. E acrescenta: “Espero que esses traços de união ajudem as empresas a nível global a usar esse poder para ajudar a criar um mundo mais coeso juntos."

Segundo Raymond, co-fundador do Future Laboratory, uma das mais importantes agências de tendências do mundo, “os dados demográficos sugerem que estamos à beira de uma nova era de coesão, graças à adoção entusiástica das gerações futuras” a que ele chama de Cinco C’s: “colaboração, comunidade, convívio, cooperação e consciência. A incorporação destes cinco C’s criará sociedades mais coesas que serão menos tolerantes com empresas que não refletem esses valores”. Raymond avança mesmo com um novo conceito: A “Community Company” como resposta a essa mudança trata-se de uma empresa que está disposta a incluir-se nas próprias comunidades que espera ver prosperar.

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