Turismo de cruzeiro aumenta PIB em Portugal | Fotografia: Unsplash
Turismo de cruzeiro aumenta PIB em Portugal | Fotografia: Unsplash

Qual Algarve? Há outras férias favoritas dos portugueses e injetam 410 milhões de euros na economia

Se pensavas que apenas os reformados escolhiam cruzeiros para férias, vais-te surpreender com as preferências dos portugueses. 410 milhões de euros para o PIB? É um número real.

Com a chegada da época alta de férias, cresce também a curiosidade por formas de viajar que combinem descanso e, se possível, várias destinos de uma só vez...

Apesar de o Algarve ser, ano após ano, um dos destinos de eleição de muitos portugueses, engane-se quem pensa que na lista de preferências só temos cenários pelo sul do país. Em 2025, e para surpresa de muitos, os cruzeiros foram a preferência de cerca de 80 mil portugueses, o que representa um crescimento de 7,3% face ao ano anterior. E a prova deste crescimento está nos números registados em Portugal.

De acordo com a CLIA - Cruise Lines International Association (CLIA), a maior associação comercial da indústria de cruzeiros a nível global, o turismo de cruzeiros em Portugal representa um impacto económico de €940 milhões, contribuindo com €410 milhões para o Produto Interno Bruto (PIB) e gerando cerca de 9.800 postos de trabalho. Um número expressivo que ajuda a ilustrar como este setor vai muito além do lazer a bordo, com efeitos diretos na economia nacional.

E engane-se quem pensa que só os reformados se encaixam no perfil de um português que procura fazer férias em cruzeiros. Esta opção tem vindo a provar-se que é para todo o tipo de público. Aliás, o passageiro português típico tem em média 48 anos. Escolhe cruzeiros com cerca de 8 dias de duração, sugerindo uma preferência por experiências equilibradas entre descanso e descoberta e registou-se, como destinos mais procurados, o Mediterrâneo, seguido das Caraíbas, Bahamas e Bermudas, segundo a CLIA.

Mas... porquê escolher um cruzeiro? 

Há cada vez mais pessoas, e até mais jovens, a procurar fazer cruzeiros, uma tendência que se deve a alguns fatores. O principal? A possibilidade de visitar várias cidades numa só viagem. Mas também os itinerários diversos, que combinam diversidade cultural e clima ameno.

E tudo isto tem um impacto positivo na economia dos países de escala. Isto porque cerca de 60% dos viajantes regressa a destinos onde já esteve pela primeira vez num cruzeiro, o que reforça a ideia de que este tipo de viagem não se limita a uma passagem rápida, mas pode funcionar como porta de entrada para futuras estadias mais longas.

Um setor em transformação

Tendo em conta o crescimento da procura por cruzeiros, a frota na Europa está a tornar-se mais diversificada, com navios de diferentes dimensões e tecnologias mais flexíveis. Atualmente, 57% dos navios encomendados estão equipados com motores multifuel, refletindo o esforço do setor na transição energética.

Só para 2026 está prevista a entrada em operação de oito novos navios a nível europeu, representando um investimento de 6,6 mil milhões de dólares. Até 2037, estão encomendados mais de 60 navios, num valor global que ultrapassa os 71 mil milhões de dólares.

Num momento em que o turismo volta a ganhar força e as decisões de viagem começam a ser planeadas com maior antecedência, os cruzeiros surgem como uma opção cada vez mais estruturada, económica e com impacto direto tanto nos passageiros como nas economias locais. Vais querer sair? Na galeria encontras os destinos mais procurados pelos portugueses. 

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