A idade traz consigo mudanças inevitáveis, algumas bem-vindas, outras mais desafiantes, e para muitas mulheres uma dessas mudanças surge sem aviso claro: a perimenopausa.
Este é o período que antecede a menopausa e que pode começar anos antes do fim definitivo do ciclo menstrual. É uma fase de transição marcada por oscilações hormonais que afetam o corpo e a mente e que, muitas vezes, é incompreendida ou até confundida com outros problemas de saúde. Sintomas como alterações de humor, ondas de calor, fadiga persistente, dificuldades de concentração e irregularidades menstruais podem tornar o dia a dia mais desafiante, como tem acontecido com Débora Monteiro.
A atriz trouxe o tema para a conversa pública, partilhando a sua própria experiência. Entre os sintomas que destaca estão a perda de memória, o cansaço profundo, as insónias, a retenção de líquidos na zona das pernas e muita inflamação na zona da barriga, borbulhas na zona do queixo, suores descontrolados, irritabilidade, dores de cabeça, pêlos no queixo e acordar com a sensação de rosto muito inchado.
"Atenção que não somos todas iguais, nem temos todas os mesmos sintomas. Cada corpo é um corpo e é essencial cuidarmos do nosso corpo. Já fiz a minha consulta, já fiz os meus exames e assim que os receber levo-os à minha médica para vermos como equilibrar o meu organismo", escreve no Instagram.
Com esta publicação, Débora Monteiro dá voz a milhares de mulheres que passam por esta fase e ajuda a quebrar o silêncio em torno de uma etapa que continua, em pleno século XXI, a não ser tema de muita conversa.
Mas a perimenopausa nada mais é do que uma “pré-menopausa”, fase em que os ovários começam a produzir menos estrogénio e progesterona, hormonas fundamentais para o equilíbrio de várias funções do organismo, desde o ciclo menstrual até à regulação do humor e da temperatura corporal. O início desta fase varia de mulher para mulher, em algumas começa por volta dos 40 anos, outras um pouco antes, e pode durar entre dois a dez anos.
Para atenuar os sintomas, é importante adotar uma alimentação equilibrada, fazer exercício físico regular, que ajuda a manter a massa muscular e o bom humor, gerir o stress com práticas como ioga ou meditação e conversar sobre o tema de modo a normalizar a experiência. Reconhecer os sintomas, procurar informação e adotar estratégias para amenizar os sintomas são passos essenciais para transformar esta etapa não num fim, mas num novo começo.
