Estamos a passar por um momento de incerteza e a escalada de tensões no Médio Oriente que podem afetar a vida de todos. Em entrevista com a TSF, Magda Canas, jurista na DECO PROteste, alertou que este contexto internacional "incerto" pode levar "uma maior pressão sobre as taxas Euribor".
Considera, por isso, "um momento oportuno para os consumidores analisarem ao detalhe as condições dos seus créditos [à habitação] e avaliarem a possibilidade de renegociar". "Quando se fala em condições, fala-se essencialmente de spread, mas também de outros fatores", acrescenta.
Para além disto, referiu um "inevitável impacto nos mercados financeiros" e recomenda que o consumidor "evite decisões impulsivas".
O que devemos, afinal, começar a analisar? Claro que existem diferenças em cada contrato e crédito, mas existem alguns pontos chave que reunimos.
Taxa de juro e spread
Tendo em conta o estado atual da economia portuguesa e mundial, a DECO sugere que seja avaliada a possibilidade de renegociar com o banco em elementos como a redução do spread; melhores condições de taxa; e alterações nas taxas de variável para mista ou fixa.
A taxa pode ser fixa, variável ou mista. E há muitos créditos à habitação incluem uma parte variável ligada à Euribor que está a subir e, por isso, a DECO alerta que este fator pode levar ao aumento das prestações no futuro.
É importante estar atento porque até pequenas diferenças de spread podem significar centenas ou milhares de euros ao longo do empréstimo.
Outros encargos e custos
Para além dos juros, importa estar atento a comissões bancárias, imposto do selo e a seguros associados ao crédito, como o vida ou habitação. Estes custos podem variar de banco para banco e não ser tão óbvios quando assinas um contrato.
Isto significa que dois créditos com prestações semelhantes podem ter custos totais muito diferentes.
