Carlota Flor tem 30 anos e é uma das mais promissoras digital influencers do Instagram. Soma mais de 160 mil seguidores e mais de 700 publicações, todas sobre um dos temas que tem gerado mais interesse nos últimos tempos: bricolage e decoração.
Também podia criar conteúdos de moda, mas Carlota confessa à VERSA que transformar a sua casa e inspirar outros a fazer o mesmo é o que mais gosta de fazer.
Carlota começou a mostrar remodelações de peças, como móveis, no ano em que se estava a mudar para uma nova casa em São João da Madeira, depois de ter vivido muitos anos no Porto, abrindo-se uma nova janela de possibilidades. "Voltei para a minha terra Natal e, pela primeira vez, não tinha obrigação de deixar a casa exatamente como estava, era uma tela em branco, por isso podia fazer aquilo que quisesse".
Sem um orçamento avultado, ela e o namorado, João, começaram a fazer tudo por si mesmos, em modo D.I.Y ("faça você mesmo", em português), e Carlota decidiu partilhar tudo nas redes sociais. Mal sabia que várias pessoas ficariam interessadas em acompanhar o processo da casa nova e que isso daria origem a uma página de Instagram de sucesso.
Mas voltemos ao talento de Carlota. Quais são, afinal, as suas inspirações?
"Estou cronicamente online, o que significa que passo muito tempo a ver o que as outras pessoas fazem", começa por revelar. Mas, como qualquer um de nós, vai às plataformas mais conhecidas. "Adoro ver revistas e livros antigos e passo muitas, muitas horas no Pinterest", diz.
E, tal como procura inspirações, Carlota Flor é a inspiração de muitas pessoas que acompanham os seus trabalhos. A razão? "Acho que as pessoas veem na minha página uma espécie de simplicidade que as leva a pensar que não é assim tão impossível fazerem coisas". Isto porque Carlota, que se dá a conhecer como "uma portuguesa que faz coisas" faz com que o difícil pareça fácil, mesmo nas remodelações mais exigentes.
Mas, claro, há transformações que dão trabalho. Carlota Flor lembra os processos "tecnicamente mais difíceis, aqueles mais estruturais da nossa casa", embora se tenham divertido a fazê-los. "Devo dizer que todas as transformações me saem sempre muito do corpo, mas são todas ótimas no fim".
Sabemos que o D.I.Y não é para todas as pessoas, não só pelo tempo de trabalho, como pela exigência de perícia em algumas remodelações, no entanto, nada está perdido. "O meu conselho é tentar encontrar marcas que tenham a personalidade que querem dar à casa e não terem medo de adicionar alguma cor ou de irem procurar algumas peças antigas que possam misturar em casa sem ser preciso restaurar. É possível que isto implique mais dinheiro. Porque, normalmente, quem se vira para o D.I.Y é por esta questão do dinheiro".
No caso de comprar, muitas peças antigas ou usadas podem ser encontradas em feiras, contudo, é preciso ter os olhos bem abertos para chegar às peças-chave. "O meu conselho é que deem sempre duas voltas. Eu tento fazer sempre isto. Principalmente em feiras de velharias e segunda mão. Como há muita informação, às vezes não conseguimos ver logo tudo, porque no início estamos a ver tudo de forma superficial". "Ir a uma feira é quase como um jogo de caça ao tesouro", remata.
