Betty Grafstein | Fotografia: Instagram
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"Posso arranjar-te joias" e foi assim que começou a carreira de Betty Grafstein

Já nos anos 60 havia uma aura de mistério à volta de Betty Grafstein. Só recebia clientes por marcação por carta e só um amigo conhecia o endereço. A sua agenda chegou a ter 200 contatos exclusivos.

Não é novidade que Betty Grafstein tem uma história ligada à indústria dos diamantes, mas apesar de todo o mediatismo à volta da sua vida, principalmente após o seu casamento com José Castelo Branco, não é fácil encontrar informações sobre o negócio da Grafstein Diamond Corporation, a empresa importadora de diamantes gerida por Roger Grafstein, filho do primeiro casamento de Betty.

A empresa foi criada por Albert Grafstein, um negociador de diamantes com quem Betty viria a casar aos 25 anos e é assim que começa a sua ligação ao mundo das joias. Apesar de não ser tido a primeira mulher a desenhar joias para a Tiffany & Co, como se julgava, é necessário recuar aos anos 60 para encontrar registos de como tudo começou.

Um artigo da Women’s Wear Daily, de 25 de abril de 1969, mostra uma fotografia de Betty Grafstein e revela vários pormenores sobre como começou o seu negócio. “As joias de Betty são reais”, começa o artigo, que se refere a Lady Betty como “uma verdadeira joia rara”.

 

A julgar pelo artigo, os problemas de saúde de Betty Grafstein sempre foram uma constante na sua vida. “Há cinco anos estava muito doente e quanto saí do hospital precisava de algo para ocupar a mente de mim própria. Primeiro quis abrir uma boutique, mas o meu marido convenceu-me a desistir da ideia e despertou-me o interesse pela venda de joias”, revelou Betty Grafstein.

“Gosto de peças divertidas e a primeira venda que fiz foram vários alfinetes de animais para a Bergdorf Goodman. Mas o meu negócio privado começou mesmo no salão de beleza, no Kenneth. Uma mulher de Scarsdale fez um comentário sobre as minhas joias e disse que podia arranjar-lhe algumas. Foi assim que tudo começou”.

No entanto, segundo a publicação, chegar ao encontro de Betty era um mistério. “Só recebe pessoas por marcação, que só podem ser feitas por carta, enviada para um endereço conhecido apenas por um amigo”. Apesar de todas as dificuldades, o artigo refere que, em quatro anos, a sua agenda chegou a ter mais de 200 contatos de clientes secretos.

Todo o secretismo à volta do negócio parece ter resultado, já que Betty conseguia arranjar as joias preferidas dos clientes “a metade do preço”, refere o artigo. Apesar de Betty não revelar a identidade dos melhores clientes, tanto mulheres, como homens, ao que tudo indica vinham de todas as partes do mundo.

WWD Magazine 1969
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