Beyoncé, Act I – Renaissance
Design e Artes

Renascer, dançar e cantar: o novo álbum da Beyoncé já está entre nós

Assim que apertarem o play, não vos dou mais do que 15 segundos para começarem a dançar. Também vos garanto que só vão parar na última faixa.

Todos sabemos que faça o que fizer, Beyoncé agita sempre as águas. Era expectável que quando Queen B regressasse à música, qualquer coisa que fizesse iria tornar-se num sucesso imediato. Beyoncé está num patamar em que não precisa de se esforçar, mas virginiana que é virginiana procura perfeição em tudo. Mas será que a perfeição está em “Act I – Renaissance”?

“A criação deste álbum permitiu-me encontrar uma fuga durante um tempo assustador para o mundo. Permitiu-me sentir livre e aventureira numa época em que pouca coisa se movia,” começou por escrever Beyoncé quando anunciou o lançamento deste álbum. “A minha intenção foi criar um lugar seguro, um lugar sem julgamento. Um lugar para se estar livre do perfecionismo e o do pensamento exagerado. Um lugar para gritar, libertar e estar livre. Foi uma bela viagem de exploração. Espero que encontrem alegria nestas músicas.”

Querida Beyoncé, mais do que alegria nestas músicas, encontramos um escape aos resquícios dos tempos pandémicos que teimam em não desaparecer, às atrocidades que o ser humano é capaz de cometer e a tantos males que vamos encontrando por aí.

Foi com “Break My Soul” que Queen B iniciou esta nova era. A música leva-nos de volta até aos anos 90 e à música house, aqui com um sample de “Show Me Love”, o sucesso de Robin S, de 1993. Este não é o único momento em que Beyoncé faz uma viagem até ao passado. Em “Summer Renaissance”, o sample que utiliza leva-nos até à década de 70 e à incontornável “I Feel Love”, de Donna Summer.

Os grandes momentos deste disco dão-se com os temas “Plastic Off the Sofa”, que nos lembra o início da carreira de Beyoncé e do R’n’B; “Virgo’s Groove” dá-nos o balanço perfeito entre o sexy e a disco, numa combinação exímia; “Cuff It” é também um grande momento deste disco. Sei que é injusto nomear apenas algumas músicas, mas depois de ouvir “Act I – Renaissance” de uma só assentada estes são os meus grandes destaques – mas podemos voltar a falar daqui a dois/três dias e a conversa será, certamente, diferente.

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