A inauguração de Bloom - A Expressão Efémera de Susana Gaspar
A inauguração de Bloom - A Expressão Efémera de Susana Gaspar
Design e Artes

E se a arte for uma forma de cuidar?

Bloom – A Expressão Efémera de Susana Gaspar é o nome da primeira grande exposição da artista que através da pintura nos fala de emoções e de como a arte nos faz mais humanos.

A arte consegue ter a arte de nos falar sobre um autor. Encontra sempre, neste seu jeito ou no jeito que vem da sensibilidade a que está condenada, códigos linguísticos para nos falar o que entende, e só o que entende, falar. É intencional, sem a intenção de influenciar quem a escuta.

Na arte de Susana Gaspar, encontramos o seu universo singular, as emoções que materializa em pinceladas, a visão otimista da vida que expressa em pequenos detalhes e o todo que é tanto do seu complexo mundo interior.

Obras em que também nos fala de si, sem nos dizer tudo sobre si. Até porque a pintura é uma forma de se conhecer e de se encontrar. Mais um caminho de autodescoberta. De autocuidado. Rico e enriquecedor. Um processo contínuo que faz sem pressa ou sentido de urgência. Respeitando o tempo. Mesmo quando o desafia. Na sabedoria da sua jovialidade.

E o que a sua arte não nos diz, nós perguntamos e conta-nos. Susana Gaspar nasceu em Leiria em 1964, construiu o seu percurso profissional no mundo da gestão e é administradora do Your Hotel and Spa em Alcobaça. Casada, hoje mãe de três filhos e avó de três netos, começou a pintar à noite em casa enquanto esperava pelo marido, porque sempre fizeram questão de jantar juntos. E essa forma de também cuidar dos outros passa para as suas telas.

Em Bloom – A Expressão Efémera de Susana Gaspar, assistimos ao florescer natural de uma artista que vê a arte como um processo livre e espontâneo. Tal como a natureza o consegue ser. Como faz de cada tela uma experiência única, um instante de expressão, onde coloca sentimentos, pensamentos, vivências e o intangível criativo do momento. Que encontra, mesmo sem procurar.

Bloom é também sobre a beleza do que temos e vemos como efémero. Uma exposição pensada para (se) viver apenas dois dias, mas que (se) vive muitos mais. Transforma-se. E transforma-nos. É sobre o sentido da expressão artística como um instante que se rouba ao tempo. Sobre a poesia de celebrar, intensamente, a primavera, sabendo que só a temos até à próxima estação. Bloom é tão breve, quanto intensa.

A pintura de Susana Gaspar encontra-se numa geografia onde as cores são vibrantes e intensas, um pantone que usa para contagiar a vida com diferentes tons e camadas de alegria, energia e otimismo, mesmo num dia cinzento. Traço de quem reconhece na arte o poder de emocionar, de inspirar, de cuidar  e de transformar os dias.

A cor, elemento central da sua obra, não é somente um pormenor estético, mas também reflexo desta sua filosofia de vida. A artista acredita que o mundo precisa de mais cor, de mais leveza, de mais momentos de contemplação. De mais beleza. De mais generosidade. Entre pinceladas intensas e composições dinâmicas, percebemos que vive nessa liberdade em que vivem os inquietos e os curiosos, livres para experimentar novas técnicas e materiais.

A exposição inaugurada no Coletivo 284, em Lisboa, marca o grande despertar de Susana Gaspar no mundo das artes plásticas, um momento simbólico que acontece, simbolicamente, na primavera – estação de renovação, crescimento e florescimento. Como a natureza desperta nesta altura do ano para um novo ciclo, também a artista se revela e nos revela um percurso que se anuncia promissor.

Uma experiência que leva dia 5 de abril ao Museu Enoteca 17.56 – Real Companhia Velha. Um segundo momento desta exposição que, mesmo efémera, diz-nos que a beleza de um instante vale a pena ser vivida. E visitada. 

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