A saúde da mulher, no século XXI, deve ser encarada como um compromisso contínuo com a prevenção.
O avanço da medicina preventiva permite hoje detetar precocemente doenças que, há algumas décadas, só se manifestavam em fases tardias e graves. Assim, consultas regulares de saúde, associadas a rastreios bem calendarizados, são a base de uma medicina dirigida à mulher mais eficiente, alicerçada na prevenção.
A partir da adolescência e ao longo da vida, o acompanhamento ginecológico regular é essencial. O rastreio do cancro do colo do útero, através do teste citológico (Papanicolau) e do teste HPV, deve seguir as recomendações de idade e de risco individual. Também o rastreio mamográfico, usualmente iniciado entre os 45 e os 50 anos, continua a ser uma das principais estratégias de deteção precoce do cancro da mama.
Uma consulta anual com o médico de família deve também incluir rotinas analíticas - como perfis metabólicos, função da glândula tiroide, etc. que ajudam a acompanhar as variações fisiológicas e hormonais próprias de cada fase da vida.
Mais do que listas de exames, o verdadeiro desafio está em cultivar uma literacia em saúde que motive as mulheres a procurar cuidados preventivos e a conhecer o seu corpo.
A medicina atual deve apostar mais do que em apenas no uso de tecnologias de rastreio, mas sobretudo na escuta ativa do doente e dos seus anseios bem como educação para a autonomia em saúde.
