Donald Trump | Fotografia: Getty Images, Stephen Lovekin
Gourmet

Os Estados Unidos vão começar a comer mais carne vermelha por culpa de Trump?

Carnes vermelhas são consideradas o inimigo por muitos especialistas, mas, agora, nos Estados Unidos, são um dos alimentos mais importantes da pirâmide alimentar...

Já estamos habituados a decisões polémicas por parte de Donald Trump, o atual presidente dos Estados Unidos, e a mais recente não parece ser exceção. Robert F. Kennedy Jr., o secretário de saúde e serviços humanos do país, anunciou novas diretrizes alimentares para os americanos fazendo alterações na clássica (e universal) pirâmide dos alimentos.

Mais especificamente, o governo norte-americano falou de uma nova pirâmide alimentar que inclui carne vermelha, queijo, vegetais e frutas no topo. Kennedy descreveu esta reformulação como a "mais significativa da política nutricional da história", lê-se na NPR. Também aproveitou para apelar "ao fim das políticas que promovem alimentos altamente refinados e prejudiciais à saúde".

"Proteínas e gorduras saudáveis são essenciais e foram erroneamente desencorajadas nas diretrizes alimentares anteriores", afirmou Kennedy. "Estamos a acabar com a guerra contra as gorduras saturadas", acrescentou.

Para isto, virou, literalmente, a pirâmide que todos conhecemos ao contrário. Por exemplo, os cereais e derivados que costumam estar na base, ou seja como os alimentos que devem ser mais consumidos, aparecem, na versão dos EUA, na parte mais pequena da pirâmide. Já as proteínas, incluindo carnes vermelhas, laticínios e gorduras saudáveis estão na base, assim como os vegetais e as frutas. 

Nova pirâmide dos alimentos dos Estados Unidos | Fotografia: D.R.

Claro, vários médicos e nutricionistas reagiram a esta novidade. "Estou muito desapontado com a nova pirâmide alimentar que coloca a carne vermelha e as fontes de gordura saturada no topo, como se fossem algo a ser priorizado. Isso vai contra décadas e décadas de evidências e pesquisas", afirma Christopher Gardner, especialista em nutrição da Universidade de Stanford, citado no meio de comunicação norte-americano. 

Já Dariush Mozaffarian, cardiologista, cientista de saúde pública e diretor do Instituto Food is Medicine da Universidade Tufts, explica que apoia as recomendações para reduzir o consumo de alimentos altamente processados.

Coolhunting

27 imagens de inspiração: nostalgia é a grande tendência de 2025 que transita para 2026

Entramos num novo ano a olhar... para as décadas anteriores. A moda assim o exige e nós seguimos a tendência.

Gourmet