Mary Anne MacLeod, Donald e Melania Trump | Fotografia: Getty Images, Davidoff Studios Photography
Mary Anne MacLeod, Donald e Melania Trump | Fotografia: Getty Images, Davidoff Studios Photography
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A rara entrevista à mãe de Trump que passou despercebida durante anos

Existem poucas entrevistas de Mary Anne MacLeod Trump, a mãe de Donald Trump, mas uma está a ressurgir nas redes sociais. Porquê? Essencialmente, por falar das suas origens.

Donald Trump está, neste momento, a cumprir o segundo mandato como Presidente dos Estados Unidos e, apesar das suas opiniões sobre imigração já serem extremas no primeiro, neste estão mais rígidas, restritivas e focadas em reforçar a fiscalização, limitar a entrada de estrangeiros, assim como acelerar deportações. Tanto que surgiu o movimento ICE Out (“Fora, ICE”, em tradução livre), impulsionado por protestos após incidentes violentos envolvendo agentes da agência responsável pela aplicação das leis de imigração e alfândega.

É caso para dizer que com estas decisões polémicas, o interesse pelas origens de Donald Trump aumentaram e conduziram à maior visibilidade de uma entrevista da mãe do atual presidente, Mary Anne MacLeod, para uma edição especial do programa It's Bibi, a 16 de março de 1994. Nessa mesma entrevista, gravada na suíte de luxo do 51º andar do Trump Taj Mahal Hotel, Atlantic City, Mary conversa com a jornalista Bibi Baskin, ao lado do tenor irlandês Frank Patterson, de quem era fã assumida.

O que seria apenas uma entrevista sobre música, ganha hoje relevância por o amor de Mary pela música irlandesa vir da sua herança escocesa. Aliás, foi em 1912, em Stornoway, uma vila na Escócia, que nasceu Mary Anne Macleod.

Em meados 1930, Mary emigrou para Nova Iorque, Estados Unidos, com o objetivo de trabalhar como empregada doméstica, contou a própria numa entrevista rara a Bibi Baskin em 1994. Chegou ao país com 50 dólares no bolso, lê-se na BBC News

Mary entrou no país legalmente e o seu nome nos registos de imigração da época digitalizados pela Fundação Estátua da Liberdade – Ellis Island, uma organização que preserva os dados de mais de 51 milhões de viajantes que chegaram aos Estados Unidos, entre 1892 e 1957, através de Ellis Island e o porto de Nova Iorque.

Foi nesta cidade que conheceu o seu marido, Fred Trump, e apesar de ainda ter voltado para a Escócia, acabou por regressar aos Estados Unidos para se casar em 1936, contou em entrevista a Baskin. Fred nasceu em Nova Iorque, mas era filho de imigrantes de origem alemã, Elizabeth Christ e Frederick Trump Sr.

Fred e Mary tiveram cinco filhos, incluindo Donald Trump, e, em março de 1942, Mary conseguiu naturalizar-se como cidadã americana. 

Segundo a BBC, Mary acabou por encontrar na filantropia uma forma de deixar sua marca no mundo e após a sua morte, em 2000, aos 88 anos, o jornal americano The New York Times publicou um obituário descrevendo-a como "filantropa". 

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