Piscina Quinta do Crasto | Fotografia: D.R.
Piscina Quinta do Crasto | Fotografia: D.R.
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Há um paraíso escondido no Douro — e foi criado por um arquiteto português que vale ouro

Nem todos sabem, mas nas margens do rio Douro, entre a Régua e o Pinhão, esconde-se uma obra prima da arquitetura portuguesa.

Será esta a piscina mais bonita do Vale do Douro?

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Quando falamos de piscinas construídas por arquitetos de renome, a maioria das pessoas pensa na Piscina das Marés, em Leça da Palmeira, uma obra de Siza Vieira. É, sem dúvida, um local incrível e muito elogiado, mas existe outra piscina que devia estar no teu radar e tem assinatura de outro conhecido arquiteto português: Souto de Moura.

É verdade, entre a Régua e o Pinhão, mesmo em cima do rio, encontras uma piscina projetada por este arquiteto que já recebeu vários prémios ao longo da sua carreira, incluindo o cobiçado Pritzker, em 2011.

Foi construída há mais de uma década na Quinta do Crasto e tem um formato pouco comum porque apesar de parecer um retângulo em certos ângulos, a piscina tem, na realidade, a forma de um trapézio, ou seja, "possui dois lados — as extremidades — paralelos entre si e as laterais são na verdade duas diagonais", lê-se no website da quinta.

Fica num dos pontos mais altos da Quinta do Crasto, oferecendo duas perspetivas muito diferentes do cenário, graças a estas duas diagonais. Uma — do lado da parede de xisto — quase parece "entrar ligeiramente no deck de madeira onde estão as mesas, as espreguiçadeiras e os guarda-sóis". Já a outra — do lado do rio — tem um "ângulo mais acentuado" e parece "sustida no ar sobre o Douro, criando um canto ideal para tirar uma fotografia.

Podes, claro, admirar a piscina em todo o seu esplendor na galeria de imagens. 

Porque falamos de Eduardo Souto de Moura e desta piscina?

Decidimos refletir sobre o trabalho do arquiteto porque recebeu, recentemente, a "mais alta honra mundial atribuída a um arquiteto em vida", explicou, num comunicado citado pela Lusa, a Ordem dos Arquitetos. 

Souto de Moura vai receber, a 30 de junho, na Basílica da Sagrada Família, em Barcelona, a Medalha de Ouro da União Internacional dos Arquitetos (UIA) e, assim, acaba por se tornar o segundo português com esta distinção. 

É um momento especial que "representa um marco histórico para a obra de Eduardo Souto Moura, para Portugal e para a Arquitetura Portuguesa". 

Para além desta piscina, o portefólio do arquiteto inclui locais como o Estádio Municipal de Braga, a Casa das Histórias Paula Rego, em Cascais, a Casa do Cinema Manoel de Oliveira e a Torre do Burgo, ambos no Porto. 

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