Este ano, com vírus em cruzeiros e outros que foram causando preocupação em todo o mundo, como o Chikungunya e o Nipah, estamos mais atentos do que nunca a notícias e novidades sobre saúde.
Entre as notícias do momento, as mais preocupantes chegam da República Democrática do Congo, onde um surto de Ébola está a caminho de ultrapassar o surto mais mortífero de sempre, confirmou Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), citado na BBC.
Mais especificamente, confirmou que o surto, "ao ritmo atual" pode "superar" aquele que foi registado entre 2014 e 2016, causando "a morte de, pelo menos, 11 000 pessoas". Já o deste ano regista pelo menos "4.300 casos e causou mais de 2 mil mortes".
Para além disto, a OMS confirmou, na passada quarta-feira, 12 de agosto, o objetivo de "reverter a propagação da doença no prazo de três meses, mas alertou que isso significava controlar a transmissão — e não pôr fim ao surto por completo".
Este surto só foi oficialmente declarado em maio, mas acredita-se que tenha começado pelo menos três meses antes dessa data. Contudo, na altura foi diagnosticado erradamente como malária ou febre tifoide, conforme afirmaram esta semana as autoridades de saúde.
Não existe vacina para tratar este problema, mas, neste momento, a Universidade de Oxford está a desenvolver uma com base na mesma tecnologia utilizada na vacina contra a COVID-19 da Oxford-AstraZeneca.
E os portugueses devem estar preocupados?
Como sempre, a União Europeia está monitorizar com atenção a situação e, segundo um relatório atualizado em julho do Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças, o risco global de contrair a doença nos países da União Europeia, incluindo Portugal, continua a ser "considerado muito baixo".
É, no entanto, muito "importante estar preparado para todas as eventualidades dada a gravidade da doença do Ébola", acrescenta a entidade europeia.
