O primeiro eclipse de 2026 acontece já esta terça-feira, 17 de fevereiro, e promete um espetáculo raro: um eclipse solar anular, conhecido como “anel de fogo”. No entanto, há uma má notícia para os curiosos do céu em território nacional: o fenómeno não será visível em Portugal. Ainda que tenha influência sobre o teu signo... mas já lá vamos.
Segundo a NASA, este tipo de eclipse ocorre quando a Lua passa diretamente entre a Terra e o Sol, mas está demasiado afastada na sua órbita para cobrir completamente o disco solar. O resultado é um círculo luminoso em redor da silhueta escura da Lua, daí a designação poética de “ring of fire”.
Onde poderá ser observado?
Apenas cerca de 2% da população mundial terá vista privilegiada para o fenómeno. O “anel de fogo” será visível sobretudo numa faixa estreita da Antártida, com destaque para a Estação Concordia. Um eclipse parcial poderá ainda ser observado em partes da América do Sul e do sul de África.
Em Portugal, infelizmente, não haverá qualquer visibilidade, nem mesmo parcial. Para quem quiser acompanhar o momento, a alternativa será recorrer às transmissões em direto online.
Porque é tão raro?
Os eclipses solares anulares acontecem a cada um ou dois anos, mas raramente passam por zonas densamente povoadas. Tudo depende de um alinhamento geométrico extremamente preciso entre Sol, Lua e Terra. Basta um pequeno desvio para que o fenómeno deixe de ser visível numa determinada região.
Este eclipse marca também o início de uma nova “época de eclipses”, um período em que ocorrem sempre dois – e por vezes três – eclipses num intervalo de semanas. Desta vez, será seguido por um eclipse lunar total a 3 de março.
E em termos astrológicos, o que significa?
Para além da dimensão astronómica, este eclipse coincide com a Lua Nova em Aquário, sendo o primeiro eclipse neste signo desde 2018.
Aquário é tradicionalmente associado à inovação, à liberdade e à mudança estrutural e, astrologicamente, este eclipse é interpretado como o início de um ciclo de transformações profundas que se irão desenrolar ao longo dos próximos 18 meses.
Segundo astrólogos citados pela Vogue americana , este momento marca fins e começos significativos na área da vida regida por Aquário no mapa astral de cada pessoa; desejo intenso de mudança, especialmente no amor e nos valores pessoais; libertação de padrões antigos; e uma sensação de “ponto de não retorno”.
Há um convite claro a quebrar o que já não faz sentido, no entanto, há também um alerta: poucos dias depois do eclipse, uma conjunção planetária poderá gerar alguma confusão entre fantasia e realidade, exigindo prudência nas decisões.
Um ano celeste agitado
O calendário astronómico de 2026 promete mais momentos memoráveis: chuvas de meteoros como as Perseidas em agosto e vários alinhamentos planetários ao longo do ano.
Mas este eclipse anular inaugura o ciclo com uma imagem poderosa – um círculo de fogo no céu gelado da Antártida – lembrando-nos como o universo continua a surpreender, mesmo quando não o podemos ver a partir da nossa janela.
No entanto, já não falta assim tanto para o eclipse raro que será visível a partir de Portugal.
