Eleições | Fotografia: Getty Images, Anadolu
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Afinal, qual a sondagem presidencial mais fiável?

Estamos a poucos dias das eleições que vão escolher o próximo presidente do nosso país e as sondagens estão renhidas, mas quais são as melhores? Fomos esclarecer as dúvidas.

Já começou oficialmente a contagem decrescente para as próximas eleições que estão marcadas para o próximo domingo, 18 de janeiro, e servem para escolher o substituto de Marcelo Rebelo de Sousa como Presidente da República de Portugal. 

Existe uma longa lista de candidatos - 11 no total - que inclui nomes como André Pestana; André Ventura (apoiado pelo Chega); António Filipe (com o apoio do PCP); António José Seguro (com o apoio do PS); Catarina Martins (apoiada pelo BE); João Cotrim Figueiredo (apoiado pela IL); Jorge Pinto (com o apoio do Livre); Henrique Gouveia e Melo; Humberto Correia; Luís Marques Mendes (com o apoio do PSD); e Manuel João Vieira. 

É, sem dúvida, o assunto do momento e nos últimos dias as sondagens, citadas pelos meios de comunicação nacionais, mostram um cenário renhido que muito provavelmente vai resultar numa segunda volta. 

Pode ser importante saber quais as sondagens mais fiáveis, ou seja, as que são feitas da forma mais correta e com uma amostra extensa e inclusiva. Existe uma lista de entidades credenciadas para a realização de sondagens pela ERC - Entidade Reguladora para a Comunicação Social que inclui algumas universidades, institutos e diferentes empresas. 

Geralmente, as sondagens feitas pelas universidades divulgam a metodologia com mais detalhe e maiores amostras, o que ajuda na credibilidade. Já as tracking polls de empresas como a Pitagórica ou a Intercampus podem ajudar a fazer um acompanhamento mais semanal. É, no entanto, importante ler em atenção as fichas técnicas para estares a par de fatores que podem afetar os resultados como margens de erro, método de amostragem e ainda o período de entrevistas. 

Mas quais são, afinal, as melhores sondagens? 

Centro de Estudos e Sondagens de Opinião (CESOP) – Universidade Católica Portuguesa

Estão, normalmente, entre as maiores e mais rigorosas do país porque envolvem milhares de entrevistas. Costumam ser feitas com amostras amplas e metodologia conhecida. Também são algumas das mais usadas pelos meios de comunicação portugueses.

Existe, aliás, um separador no website do centro que esclarece qualquer tipo de dúvida sobre as sondagens que fazem. 

Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa (ICS) e Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE) 

Já estas envolvem, normalmente, algum trabalho académico e rigoroso por trás, assim como uma abordagem detalhada. Quando os resultados são divulgados incluem margem de erro e distribuição de indecisos, ambos são detalhes importantes que fazem a diferença. 

Sondagem das Sondagens 

É um agregador de sondagens da Rádio Renascença que existe desde 2019 e junta "estudos de opinião política sobre eleições legislativas feitos por casas de sondagens ou instituições de ensino superior", lê-se online

Usam o método do projeto POPSTAR (Public Opinion and Sentiment Tracking, Analysis, and Research), e, assim, conseguem "filtrar o ruído estatístico gerado pela publicação de muitas sondagens", assim como produzir "uma estimativa mais exata das intenções de voto". 

Que tipo de sondagens devemos evitar?

Tendo isto em conta, sondagens com amostras muito pequenas ou feitas por fontes sem credenciais oficiais devem ser evitadas. Também não deves considerar as sondagens sem metodologia clara e sem ficha técnica. 

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